02 fevereiro, 2013

De volta!


08 agosto, 2012

pausa...



Na vida, tal como na música há momentos temos que fazer pausas, para depois voltar a caminhar, a compor ou simplesmente cuidar do jardim que há dentro de nós. Este jardim há muito que anda abandonado talvez porque o seu " jardineiro" anda a passar por processos de transformação. Pensei fechá-lo...mas quando não temos certezas mais que mais vale parar e para depois decidir.

Assim farei. Os Jardins proibidos vão encerrar temporariamente para reflexão, talvez voltem a florir depois da chuva passar... Agora quero aproveitar o cair da chuva ...e ver outro jardim a florir!



Um até…

um abraço
tulipa

12 julho, 2012

pouco a pouco...


Pouco a pouco…
Chegaste vindo do nada, do acaso
Um sorriso rasgado, num rosto sereno
E pouco a pouco foste me deixando
Derrubar as muralhas que te envolviam
E foste-me acolhendo nos teus braços.

Pouco a pouco…
Começámos a caminhar  lado a lado
Deste-me a mão, soltámos a tristeza
Envolta num manto de seda transparente
Caminhamos  sem destino ou direção
Guardamos cada toque, cada sorriso
Sonhamos com o que ainda não vivemos


Pouco a pouco…
 Unimos as  nossas vidas,  e  alegrias
Unimos as tristezas  e as dores
De uma vida passada e presente
Trocada em cada palavra tua ou minha
Caminhamos a um passo ritmado
Ao sabor do tempo e do vento
Do sonho  construído em cada sorriso
Em cada beijo trocado , pouco a pouco..
Aprendi o sabor de um novo amor!

 

um abraço tulipa

24 junho, 2012

amanhecer



Ontem acordei cedo como já vem sendo meu hábito e fui abraçar o amanhecer numa caminhada junto ao mar. Apesar do  cenário me ser familiar ainda não tinha reparado que verão já se deitava no areal . O mar parecia balancear uma dança contente por corpos sedentes se esticarem na areia à procura de um sol que se estendia solto no tempo.

Olhei em volta e vi que havia vida numa praia outrora deserta, uma primavera  que dançava na areia, uma vida que   corria, a chuva parece ter passado. O inverno adormeceu e com ele a solidão de cada anoitecer morreu em cada amanhecer. O verão tinha chegado e com ele a vida, o movimento a alegria.

Olhei para dentro de mim e senti que o inverno tinha  partido, a primavera floriu num jardim envelhecido, a chuva feita lágrimas secou num verão ainda por inventar… olhei para mim e vi um mar azul , o sol no horizonte que me leva acreditar que um novo jardim volta a florir .

A solidão soltou-se no Vento Norte e anda por aí solto e sem rumo no deserto que atravessei , na tempestade que me derrubou. Sem o tempo agreste que um dia me envolveu no sua dor faço a (re)construção de cada canto e recanto de um Ser que volta acreditar que depois do inverno vem a primavera e com ela o sol brilha e um novo jardim há-de florir.

Às vezes estamos tão empenhados em ver a chuva cair que nos esquecemos de ver que afinal o sol já brilha e que o frio abrandou ...e podemos viver tudo que ainda não vivemos!

um abraço tulipa

14 junho, 2012

Se...

Se



Se consegues manter a calma
quando à tua volta todos a perdem
e te culpam por isso.

Se consegues ter confiança em ti
quando todos duvidam de ti
e aceitas as suas dúvidas

Se consegues esperar sem te cansares por esperar
ou caluniado não responderes com calúnias
ou odiado não dares espaço ao ódio
sem porém te fazeres demasiado bom
ou falares cheio de conhecimentos

Se consegues sonhar
sem fazeres dos sonhos teus mestres

Se consegues pensar
sem fazeres dos pensamentos teus objectivos

Se consegues encontrar-te com o Triunfo e a Derrota
e tratares esses dois impostores do mesmo modo

Se consegues suportar
a escuta das verdades que dizes
distorcidas pelos que te querem ver
cair em armadilhas
ou encarar tudo aquilo pelo qual lutaste na vida
ficar destruído
e reconstruíres tudo de novo
com instrumentos gastos pelo tempo

Se consegues num único passo
arriscar tudo o que conquistaste
num lançamento de cara ou coroa,
perderes e recomeçares de novo
sem nunca suspirares palavras da tua perda.

Se consegues constringir o teu coração,
nervos e força
para te servirem na tua vez
já depois de não existirem,
e aguentares
quando já nada tens em ti
a não ser a vontade que te diz:
"Aguenta-te!"

Se consegues falar para multidões
e permaneceres com as tuas virtudes
ou andares entre reis e pobres
e agires naturalmente

Se nem inimigos
ou amigos queridos
te conseguirem ofender

Se todas as pessoas contam contigo
mas nenhuma demasiado

Se consegues preencher cada minuto
dando valor
a todos os segundos que passam

Tua é a Terra
e tudo o que nela existe
e mais ainda,
Tu serás um homem

Rudyarde Kiping

Deixo um poema de outros na falta de imaginação minha!

um abraço
tulipa

22 abril, 2012

Falo de ti às pedras das estradas


Um filme que carateriza o tormento de uma vida atormentada por solidão, palavras e desespero...que tantas vezes nos atormenta  e por mais que nos tentemos libertar, parece algo que não nos abonda...

Deixo um poema ...

Falo de ti às pedras das estradas

Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que e louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;

Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;

Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!

E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!


Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

um abraço tulipa

15 abril, 2012

Se...





Se os meus olhos não ferissem como ferro em brasa quente
Se o passado não nos atormentasse como uma dor viva
Se o azul do céu não se embrulhasse no cinzento da amargura
Se o tempo parasse no anoitecer e o sol brilhasse em cada amanhecer
Se te perdesses no meu abraço e deixasses sorrir a cada gesto meu
Se o Sol abraçasse a lua num abraço eterno e sorridente
Se o  receio não se instalasse em mim como um véu
Se o teu coração batesse sempre que sentisse o meu chegar
Se visses os meus olhos sorrirem sempre que encontram os teus.
Talvez no futuro ainda pudéssemos fazer uma caminhada
Lado a lado, de mãos dadas com destino ao infinito
 Num  passo incerto  ao som do verbo querer e sentir.


um abraço tulipa


17 março, 2012

uma vida...




De repente a solidão abraça-me na noite fria
Deita-se a meu lado, caminha a meu passo
Tento travar o seu avanço na linha da vida
Procuro no passado canções outrora vividas.

No livro chamado vida, procuro páginas soltas
De momentos de alegria, de sorrisos abertos
Em que se a tristeza se deitava ao vento
Se deixava ir solta no tempo e no caminho.

Procurei nos detalhes escondidos do livro vida
O valor de um sorriso sincero, de um amor
Sem exigências nem contornos traçados
Apenas o sabor de um amor vivido e desejado.



A música envolve-me na construção de sonhos
De um futuro incerto de uma vida delineada
Na vontade, no querer, no desejo, no amor
Onde o verbo amar quero apenas conjugar.
No tempo presente...


um abraço tulipa

05 março, 2012

Pior que a saudade...

Pior que a saudade
É o silêncio rasgado no peito
À distância de um abraço.
Pior que a saudade,
É a tormenta do querer e não querer
A frieza do desejo
A incerteza do sentir
Que invade o pensamento
E vagueia solto à procura de ti.
Sem nada  encontrar
Apenas o vazio do esperar.

Pior que a  saudade
Era não te ter encontrado
Não te ter sentido e desejado
Não te ter olhado e abraçado.
Pior que a saudade
É arrumar a tristeza
Que se cravou no meu olhar
Arrumar o  nada que vive a meu lado
Arrumar a incerteza que vagueia solta
Abafando o teu nome no meu peito.

Pior que a  saudade,
É lembrar que já te esqueci!
Pior que a saudade
É  sentir que não posso  ter saudade!
Pior que ter saudade é não ter nada para sentir saudade.
um abraço tulipa

21 fevereiro, 2012

Facil e dificil...

Fácil e difícil
Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.
Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a
mesma...

Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.
Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Fácil é ditar regras e, Difícil é segui-las...
(*) Título original: Reverência ao destino (Carlos Drummond de Andrade)

04 dezembro, 2011

sonhos perdidos....

Sonhos perdidos



Sonhos que fiz e desfiz em novelos
Que gritam no peito sufocado
Sonhos
Erguidos em castelos de areia
Que me escapam entre os dedos
Em cada abraço que ficou por dar
Desfeitos numa só palavra
Sonhos
Que me erguem do meu tormento
Que me indicam o caminho
Umas vezes chegam noite dentro
Outras chegam em pleno dia
Parecem raios luminosos que pedem
Para não deixar nenhum perdido por aí
Solto ao vento numa noite de temporal.

um abraço tulipa

02 dezembro, 2011

Instante presente

Viver o instante presente…

A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro”

(John Lennon)



            Não há passado nem futuro. O que tu fazes é sempre feito aqui e agora. O instante é o único lugar da experiência em que a vida pode ser agarrada, experimentada e sentida. O passado e o futuro são fantasmas e são tão inconsistentes como  as mnhãs de nevoeiro. Se quisermos mudar a nossa vida temos que aprender a vivê-la instante a instante, não é fácil, todos sabemos que não!
A dificuldade é conseguirmos afastar o passado e não tentar inventar o futuro! Como se ele estivesse nas nossa mãos! A única coisa que temos entre mãos é o instante presente! Temos de aceitar o momento e saber fazer nossas escolhas reflectindo sobre elas de uma forma espontânea e não de uma forma programada. Nem sempre conseguimos agir de uma forma natural, os medos sobrevoam a nossa mente!

            Para agarrarmos o instante temos de abrir o nosso coração. Deixá-lo entrar, mesmo que esse instante esteja a quilómetros de distância. O que conta é o que vai no nosso interior, o que sentimos, queremos ou desejamos e o que fazemos para chegar ao depois!

            Podemos utilizar o instante como uma porta para entrarmos no tempo. Tudo é possível! Reconciliamo-nos com o passado, revivemos momentos de infância, o primeiro dia de escola, o nosso boneco preferido, o primeiro beijo… não como uma divagação pouco sólida mas como se fosse agora! Neste instante voltamos a ser crianças, voltei àquela escola, ao primeiro dia de aulas…! Neste instante podemos abrir todas as portas, tudo se passa no mesmo lugar, no mesmo tempo, no mesmo momento. Estamos realmente lá, e lá é aqui e agora.

            Como será o amanhã? Vivemo-lo como se já estivesse realmente a acontecer, embora, o amanhã possa não acontecer exactamente como o que estamos a planear.

Mas tudo se passa neste momento, o regresso ao passado, a viagem até ao futuro!

A forma como fizermos esta viagem pode-nos livrar de algumas nostalgias e encarar o futuro como algo real.

            Quantos anos da nossa vida não perdemos com indecisões, medos ou incertezas? Não conseguimos viver o agora porque estamos presos a um passado? Vivemos no passado! No que já fomos, no que já tivemos.

            Viver o presente exige uma grande atenção às coisas simples! A um sorriso, a uma brincadeira de criança, a um livro que se lê com prazer e uma música que se ouve e parece escrita para nós!

            Se queremos não ter medo do tempo e da morte, temos que visualizar a vida como um círculo sem começo nem fim. O momento tem de ser encarado como um ponto que indica ao mesmo tempo o começo e o fim!

            Queixamo-nos da incompreensão dos outros, da solidão, da falta de amor. Tudo  isto  nos leva a  acreditar que o amanhã será melhor, mas o amanhã não será mais que um reflexo do agora ,  da nossa força em tornar um sonho numa realidade!

 Se aprendermos a não deixar escapar o instante como um grão de areia fina entre os dedos, as respostas serão dadas momento a momento, instante a instante!

            Se nos limitarmos a observar o mar e nunca mergulharmos nele, nunca saberemos como é dar um mergulho, sentir a água a escorrer-nos pelo corpo! Se não mergulharmos nesse instante em que observamos o mar, talvez o percamos de vista para sempre!

            Vivam o presente
um beijo
tulipa






15 outubro, 2011

o que dizem os teus olhos...

O que dizem os teus olhos que esboço na tela
Com lápis de carvão em contornos suaves
O que dizem os teus olhos todas as manhãs
Quando olham o amanhecer e abraçam o sonho
O que dizem os teus olhos no silêncio da noite
E se cruzam com os meus na emoção do momento
O que dizem os teus olhos quando vagueiam perdidos
E pedem em silêncio um abraço que não abraça
O que dizem os teus olhos quando frios e ausentes
Não procuram os meus e não sorriem
Gélidos me olham com distância e vagueiam
No cair da noite olham o mar e gritam em silêncio
No anoitecer de cada dia e que traço na tela da vida.
O que dizem os teus olhos, que um dia foram os meus...

Um abraço tulipa



28 setembro, 2011

30 agosto, 2011

uma lágrima...


Uma lágrima…

Pelo beijo que não sei se voltarei a dar
Pelo afago que sufoquei tantas vezes
Pelos sonhos que tive sozinha
Pelo encontro que não saberei se terei
Pelo sonho que sinto a fugir
Pelo sonho que não tens coragem de sonhar.

Uma lágrima...

Pela aliança que não coloquei
Pelo olhar que talvez não volte a cruzar
Pela valsa que não dancei
Pela música que será sempre nossa
Pela mão  que estás a deixar fugir
Pela frieza que sinto na tua voz
Pela dança que tu e eu não dançámos
Pela música que não escutámos.

Uma lágrima...

Pela espera, pelo sonho desfeito
Pela espera da vida...sem vida
Pelo ápice do fim...sem fim

Uma lágrima,

Por tudo que queria viver e não vivi…
Pelo amor que te tenho e que sinto
Que estás a deixar escapar

Uma lágrima,
Por não podermos ter um caminho comum.

27 julho, 2011

Queria...


Queria…

Queria olhar teu o rosto
Sentir o calor do teu beijo
Ouvir sussurrar o meu nome
Num gesto de amor e querer.

Queria sentir o teu abraço
Apertado contra o meu peito
Num silêncio de palavras
Numa brisa de sentimentos.

Queria ser tua deusa
Num mundo imaginário
Contornar o teu rosto
No imaginário abraçado.

um abraço tulipa

04 julho, 2011

Medo de ficar ou partir...

Este jardim anda um pouco abandonado, porque ando sem tempo ou vontade de escrever...mas de vez em quando passo por aqui para cuidar um pouco deste canto...


Gostava de te ter conhecido antes

Muito antes, num tempo sem memórias

Em que tudo era mais simples

Em que não haviam marcas

Nem cicatrizes de dores passadas

Em que ainda acreditávamos

Nas palavras feitas promessas

 Nos sorrisos inventados em rostos sinceros

Agora tudo parece diferente

As cicatrizes de marcas passadas

Marcam no peito como ferro quente

Em brasa de um amor abafado

Pelo medo de ficar ou partir.
um abraço de carinho a todos que ainda vão passando por aqui, apesar de ser um jardim quase vazio de novidades, de palavras...
tulipa

22 maio, 2011

Abraço


Abraço de amigo,
Abraço de consolo,
Que nos liberta da solidão
Da dor e amargura.
Abraços que se cruzam
Entrecruzam
Num olhar, num tocar…
Abraço das estrelas
Que abraçam o universo
Abraço virtual
Abraço real
Abraço de vitória
Abraço de conforto
Abraço de uma criança
Abraço apaixonado
Abraço que seca as lágrimas
Abraço que nos faz sorrir
Abraço é um abraço…


um abraço tulipa

30 abril, 2011

solidão


Solidão onde vais tão apressada?
Envolta na escuridão da noite
Caminha num passo sereno
Deixa-me fazer-te companhia
Vamos as duas num silêncio
Interrompido num gesto desesperado.

Solidão onde vais tão apressada?
Escuta os pássaros, a lua
Escuta cada palavra que te digo
Não te isoles no silêncio
Deixa-me fazer-te companhia
Contar-te as minhas mágoas
Alegrias e tristezas
Na solidão interrompida
Vamos caminhar na chuva
Gritar ao amanhecer
Solidão onde vais tão apressada?
 um abraço tulipa

22 abril, 2011

Dá-me um abraço...

Quem já não precisou de um abraço que seja forte.... eu preciso.

um abraço

Tulipa