15 abril, 2012

Se...





Se os meus olhos não ferissem como ferro em brasa quente
Se o passado não nos atormentasse como uma dor viva
Se o azul do céu não se embrulhasse no cinzento da amargura
Se o tempo parasse no anoitecer e o sol brilhasse em cada amanhecer
Se te perdesses no meu abraço e deixasses sorrir a cada gesto meu
Se o Sol abraçasse a lua num abraço eterno e sorridente
Se o  receio não se instalasse em mim como um véu
Se o teu coração batesse sempre que sentisse o meu chegar
Se visses os meus olhos sorrirem sempre que encontram os teus.
Talvez no futuro ainda pudéssemos fazer uma caminhada
Lado a lado, de mãos dadas com destino ao infinito
 Num  passo incerto  ao som do verbo querer e sentir.


um abraço tulipa


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