30 abril, 2011

solidão


Solidão onde vais tão apressada?
Envolta na escuridão da noite
Caminha num passo sereno
Deixa-me fazer-te companhia
Vamos as duas num silêncio
Interrompido num gesto desesperado.

Solidão onde vais tão apressada?
Escuta os pássaros, a lua
Escuta cada palavra que te digo
Não te isoles no silêncio
Deixa-me fazer-te companhia
Contar-te as minhas mágoas
Alegrias e tristezas
Na solidão interrompida
Vamos caminhar na chuva
Gritar ao amanhecer
Solidão onde vais tão apressada?
 um abraço tulipa

6 comentários:

Lídia Borges disse...

Bonito poema.
Este caminhar de mão dada com a solidão é apanágio do poeta que para ela não tem segredos.

Um beijo

L.B.

Sonhadora disse...

Minha querida

A solidão está entranhada na alma dos poetas, já nasce com ela na mão, adorei e deixo um beijinho carinhoso.

Sonhadora

csa disse...

O seu segundo caniche (às vezes disfarçado de gato) não a deixa sozinha! :)
Já agora: quando sai o próximo livro de poesia?

Lilá(s) disse...

Uma solidão bem acompanhada!
Bjs

elvira carvalho disse...

Embora triste não deixa de ser um belo poema.
Um abraço

Emoções disse...

Poetas, não se intitulam apenas poetas...
São seres estranhos, diferentes.
Possuidores de melancolia pungente
Nascem com o dom das palavras

A maldição do sentir extremado
Do sofrer demasiado
Do viver o sonho de amor
Com lancinante e extrema dor

Não sabem amar suave e sereno
Amam com todo o âmago, ao extremo.
Dedicam-se assim, por dias, noites,
Meses e anos sem fim

Mas como a vida é feita de escolhas
E na indiferença, na troca, sentem o desamor,
Mesmo compondo os mais belos versos
Inspirados que estão em seu espírito sofredor

Optam por parar de querer,
O que jamais poderão ter.
E como suas almas são predestinadas,
A escrever, escrever e mais nada,

Buscam nova inspiração,
Novas rimas, outra canção.
O poder do amor, um novo alguém,
Uma nova jornada!