04 dezembro, 2011

sonhos perdidos....

Sonhos perdidos



Sonhos que fiz e desfiz em novelos
Que gritam no peito sufocado
Sonhos
Erguidos em castelos de areia
Que me escapam entre os dedos
Em cada abraço que ficou por dar
Desfeitos numa só palavra
Sonhos
Que me erguem do meu tormento
Que me indicam o caminho
Umas vezes chegam noite dentro
Outras chegam em pleno dia
Parecem raios luminosos que pedem
Para não deixar nenhum perdido por aí
Solto ao vento numa noite de temporal.

um abraço tulipa

02 dezembro, 2011

Instante presente

Viver o instante presente…

A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro”

(John Lennon)



            Não há passado nem futuro. O que tu fazes é sempre feito aqui e agora. O instante é o único lugar da experiência em que a vida pode ser agarrada, experimentada e sentida. O passado e o futuro são fantasmas e são tão inconsistentes como  as mnhãs de nevoeiro. Se quisermos mudar a nossa vida temos que aprender a vivê-la instante a instante, não é fácil, todos sabemos que não!
A dificuldade é conseguirmos afastar o passado e não tentar inventar o futuro! Como se ele estivesse nas nossa mãos! A única coisa que temos entre mãos é o instante presente! Temos de aceitar o momento e saber fazer nossas escolhas reflectindo sobre elas de uma forma espontânea e não de uma forma programada. Nem sempre conseguimos agir de uma forma natural, os medos sobrevoam a nossa mente!

            Para agarrarmos o instante temos de abrir o nosso coração. Deixá-lo entrar, mesmo que esse instante esteja a quilómetros de distância. O que conta é o que vai no nosso interior, o que sentimos, queremos ou desejamos e o que fazemos para chegar ao depois!

            Podemos utilizar o instante como uma porta para entrarmos no tempo. Tudo é possível! Reconciliamo-nos com o passado, revivemos momentos de infância, o primeiro dia de escola, o nosso boneco preferido, o primeiro beijo… não como uma divagação pouco sólida mas como se fosse agora! Neste instante voltamos a ser crianças, voltei àquela escola, ao primeiro dia de aulas…! Neste instante podemos abrir todas as portas, tudo se passa no mesmo lugar, no mesmo tempo, no mesmo momento. Estamos realmente lá, e lá é aqui e agora.

            Como será o amanhã? Vivemo-lo como se já estivesse realmente a acontecer, embora, o amanhã possa não acontecer exactamente como o que estamos a planear.

Mas tudo se passa neste momento, o regresso ao passado, a viagem até ao futuro!

A forma como fizermos esta viagem pode-nos livrar de algumas nostalgias e encarar o futuro como algo real.

            Quantos anos da nossa vida não perdemos com indecisões, medos ou incertezas? Não conseguimos viver o agora porque estamos presos a um passado? Vivemos no passado! No que já fomos, no que já tivemos.

            Viver o presente exige uma grande atenção às coisas simples! A um sorriso, a uma brincadeira de criança, a um livro que se lê com prazer e uma música que se ouve e parece escrita para nós!

            Se queremos não ter medo do tempo e da morte, temos que visualizar a vida como um círculo sem começo nem fim. O momento tem de ser encarado como um ponto que indica ao mesmo tempo o começo e o fim!

            Queixamo-nos da incompreensão dos outros, da solidão, da falta de amor. Tudo  isto  nos leva a  acreditar que o amanhã será melhor, mas o amanhã não será mais que um reflexo do agora ,  da nossa força em tornar um sonho numa realidade!

 Se aprendermos a não deixar escapar o instante como um grão de areia fina entre os dedos, as respostas serão dadas momento a momento, instante a instante!

            Se nos limitarmos a observar o mar e nunca mergulharmos nele, nunca saberemos como é dar um mergulho, sentir a água a escorrer-nos pelo corpo! Se não mergulharmos nesse instante em que observamos o mar, talvez o percamos de vista para sempre!

            Vivam o presente
um beijo
tulipa






15 outubro, 2011

o que dizem os teus olhos...

O que dizem os teus olhos que esboço na tela
Com lápis de carvão em contornos suaves
O que dizem os teus olhos todas as manhãs
Quando olham o amanhecer e abraçam o sonho
O que dizem os teus olhos no silêncio da noite
E se cruzam com os meus na emoção do momento
O que dizem os teus olhos quando vagueiam perdidos
E pedem em silêncio um abraço que não abraça
O que dizem os teus olhos quando frios e ausentes
Não procuram os meus e não sorriem
Gélidos me olham com distância e vagueiam
No cair da noite olham o mar e gritam em silêncio
No anoitecer de cada dia e que traço na tela da vida.
O que dizem os teus olhos, que um dia foram os meus...

Um abraço tulipa



28 setembro, 2011

30 agosto, 2011

uma lágrima...


Uma lágrima…

Pelo beijo que não sei se voltarei a dar
Pelo afago que sufoquei tantas vezes
Pelos sonhos que tive sozinha
Pelo encontro que não saberei se terei
Pelo sonho que sinto a fugir
Pelo sonho que não tens coragem de sonhar.

Uma lágrima...

Pela aliança que não coloquei
Pelo olhar que talvez não volte a cruzar
Pela valsa que não dancei
Pela música que será sempre nossa
Pela mão  que estás a deixar fugir
Pela frieza que sinto na tua voz
Pela dança que tu e eu não dançámos
Pela música que não escutámos.

Uma lágrima...

Pela espera, pelo sonho desfeito
Pela espera da vida...sem vida
Pelo ápice do fim...sem fim

Uma lágrima,

Por tudo que queria viver e não vivi…
Pelo amor que te tenho e que sinto
Que estás a deixar escapar

Uma lágrima,
Por não podermos ter um caminho comum.

27 julho, 2011

Queria...


Queria…

Queria olhar teu o rosto
Sentir o calor do teu beijo
Ouvir sussurrar o meu nome
Num gesto de amor e querer.

Queria sentir o teu abraço
Apertado contra o meu peito
Num silêncio de palavras
Numa brisa de sentimentos.

Queria ser tua deusa
Num mundo imaginário
Contornar o teu rosto
No imaginário abraçado.

um abraço tulipa

04 julho, 2011

Medo de ficar ou partir...

Este jardim anda um pouco abandonado, porque ando sem tempo ou vontade de escrever...mas de vez em quando passo por aqui para cuidar um pouco deste canto...


Gostava de te ter conhecido antes

Muito antes, num tempo sem memórias

Em que tudo era mais simples

Em que não haviam marcas

Nem cicatrizes de dores passadas

Em que ainda acreditávamos

Nas palavras feitas promessas

 Nos sorrisos inventados em rostos sinceros

Agora tudo parece diferente

As cicatrizes de marcas passadas

Marcam no peito como ferro quente

Em brasa de um amor abafado

Pelo medo de ficar ou partir.
um abraço de carinho a todos que ainda vão passando por aqui, apesar de ser um jardim quase vazio de novidades, de palavras...
tulipa

22 maio, 2011

Abraço


Abraço de amigo,
Abraço de consolo,
Que nos liberta da solidão
Da dor e amargura.
Abraços que se cruzam
Entrecruzam
Num olhar, num tocar…
Abraço das estrelas
Que abraçam o universo
Abraço virtual
Abraço real
Abraço de vitória
Abraço de conforto
Abraço de uma criança
Abraço apaixonado
Abraço que seca as lágrimas
Abraço que nos faz sorrir
Abraço é um abraço…


um abraço tulipa

30 abril, 2011

solidão


Solidão onde vais tão apressada?
Envolta na escuridão da noite
Caminha num passo sereno
Deixa-me fazer-te companhia
Vamos as duas num silêncio
Interrompido num gesto desesperado.

Solidão onde vais tão apressada?
Escuta os pássaros, a lua
Escuta cada palavra que te digo
Não te isoles no silêncio
Deixa-me fazer-te companhia
Contar-te as minhas mágoas
Alegrias e tristezas
Na solidão interrompida
Vamos caminhar na chuva
Gritar ao amanhecer
Solidão onde vais tão apressada?
 um abraço tulipa

22 abril, 2011

Dá-me um abraço...

Quem já não precisou de um abraço que seja forte.... eu preciso.

um abraço

Tulipa

10 abril, 2011

Ao Sabor dos dias...


Ao sabor dos dias,
Ao sabor da vida
Ando por aí perdida
Que ensombra
As nuvens que esconde
A vontade de ficar
A vontade de partir
Que ensombra a madrugada
Repleta de silêncio
Que ilumina o céu estrelado
Onde mora a magia do nada
A magia do luar, do céu azul
Onde fica a alma a suspirar
Ao sabor dos dias
Ao sabor do anoitecer
Ao sabor do silêncio
A alma suspira
Na penumbra de um olhar
No desejo de abraçar
Na alma que suspira
Ao sabor do silêncio
Na escuridão da noite.


um abraço Tulipa

27 março, 2011

Por quem não esqueci....

Este fim de semana, fui assistir a um espectáculo de Tim e Rui Veloso " companheiros de aventura" apesar de eu gostar mais do segundo , foram as músicas antigas e novas do Tim que mais se ouviram...e como a música tal como os sentimentos e a noite às vezes parece eterna ....aqui deixo uma das músicas que mais gostei....




uma braço tulipa

05 março, 2011

No silêncio...


Descansa teus olhos, que voam magoados
Sobre as águas inquietas dos enganos
Se agonia, que reina em tua dor
Te der som à palavra, desabafa!
Eu saberei escutar
Mesmo que nada tenha para dar
Ouvirei o que te pertuba
No silêncio de um abraço.
Eu não tenho pressa
Poisa a tua cabeça
Onde o silêncio te faz companhia
Onde chorar não é vergonha
Traz à luz do dia
Essas mágoas caladas de sofrimento
Eu ouvirei e tentarei ajudar.
Se quiseres no fim de te ouvir
Esqueço tudo no tesouro escondido
Deixo correr para o rio tudo o que ouvi.
O ombro humano foi desenhado
Perfeito, ondulado e quente
Para ouvir e acarinhar os que choram
Ou olham o horizonte sem brilho.
Nesta vida sempre agitada
Nem sempre há um ombro livre
Mas eu continuarei a procurar.

um abraço
tulipa

13 fevereiro, 2011

Amor é...

E Porque amanhã é o dias dos namorados ...o amor é: " Uma alma em dois corpos." Onde andará o " meu outro corpo" que não o encontro! rsss
Um abraço
Tulipa

06 fevereiro, 2011

memórias...

Memórias


Meu coração teima em reviver
Memórias de um tempo apagado
Empoeiradas de um baú feito peito
De palavras que não solto por aí
De rostos esbatidos pelo tempo
Nomes que se perderam sem rosto
De amores que um dia guardei em mim
De iusões embrulhadas em fitas de seda
De uma chama que queima num rasgar
De um beijo trocados num silêncio
De juras de amor murmuradas
Eternizadas numa rasgar de amor e dor.

uma abraço
Tulipa

25 janeiro, 2011

solidao onde vais?


Solidão onde vais, por onde andas
Porque te deitas ao meu lado
Te levantas no amanhacer
Escorres nas veias como seiva
Que se agarra nas entranhas
De um olhar perdido e gélido
Num tempo por inventar.



Sodidão que vagueia solta no vento
Nas entrelinhas de rodopiar
De um pássaro solto na noite
Num peito de dor e ferida
Que solta um grito no vazio
De um nome apertado no peito
Que mata na solidão do anoitecer


um abraço tulipa