22 julho, 2010

pausa...

Há momentos na vida, que precisamos de fazer uma pausa, de tirar férias de nós, das rotinas, dos hábitos…
Há momentos que a vida parece correr por nós…
Há momentos em que precisamos de fugir sem sair do mesmo sitio…
Por isso vou parar por umas semanas, dar férias a este jardim, talvez para cuidar melhor de  cada flor, cada canto de mim…
Vou parar por umas semanas, com algumas rotinas, para ter mais tempo para pensar e reencontrar um novo caminho no jardim da vida e no jardim que aqui criei...

Um braço e boas férias para todos….

Tulipa

18 julho, 2010

Um rosto...


Um rosto, um contorno


Um sorriso, um silêncio profundo

Um rosto, uma cor fria e quente

Um olhar, que ama, que mata

Um rosto que caminha indiferente

Ao que vê ou sente

Um rosto, um ser, uma vida

Que chora, ri, ama, odeia

Um ser que não é feito

Em pedra esculpida

Mas que abriga uma alma

Que chora e ri, que vive

Que sobrevive num muro

Escúlpido na dor, na amargura

Um rosto que um dia vi por aí

Que guardei de forma  indefinida

No vazio do dia e da noite

Porque já não sei a cor do seu sorriso.

 
Um abraço tulipa

04 julho, 2010

Quando partiste...

Quando partiste




Quando partiste levaste o chão
O céu as estrelas e o mar
Envolto no abandono
A que me deixaste na rua deserta
As luzes apagaram-se
As aves silenciaram o seu canto
As árvores fecharam as suas copas
Bateste com a porta
Deixaste o meu peito a sangrar
Perdida num olhar que já não era meu



Tanto tempo passou nem sei de cor
O céu e as estrelas voltaram a brilhar
O chão e o mar ficaram contigo
As aves voltaram a cantar ao amanhecer
As árvores voltaram a balancear
Ao sabor do vento norte
As ruas encheram-se de gente
Indiferentes à tua ausência
No meu peito ainda bate a saudade
Nos contornos de um rosto que sei de cor
De um perfume que ficou entranhado em mim
Nem sei se para ti ainda sou passado
Apago cada desejo de te ver
Como um fruto proíbido de mim
Eu já não sou tua tu já não és meu
Resta a saudade que ainda bate no meu peito
As memórias de um tempo por apagar
Quando partiste deixaste o vazio
O vazio que vai e vem solto no vento
Que sopra na agitação de um peito
Ferido pela saudade e abandono.


um abraço tulipa