30 dezembro, 2010

Uma pagina virada



 
Uma página virada de uma vida vivida
de uma vida por viver
um sonho percorrido em cada dia
um sonho que acalenta os dias frios
um Inverno feito em pedaços de dor
uma chuva de lágrimas de sal
um sol feito alegria que se deita
em cada anoitecer de um ano acontecer.






Um nova página em branco está prestes a florir
Uma página desconhecida
Uma página sonhada e inventada em cada dia
Uma página escrita e radiscada
Em cada dia que amanhece.




Doze passas , doze baladas, doze desejos
Um brinde a um novo ano que nasce embrulhado
Em trapos de coloridos de abraços , esperança …


Um bom ano para todos
Tulipa


22 dezembro, 2010

Feliz Natal



Um Feliz Natal para todos!

um abraço
Tulipa

10 dezembro, 2010

07 novembro, 2010

Não fiques parado na praia



Não fiques parado na praia

Com o barco atracado  ao cais

Com medo de partir e de amar

Com medo chegar à outra margem

Como a onda que bate na areia

Não fiques aí parado como ave

Inquieta em dia de temporal
Voa bem alto , muito alto

Livre como o vento em céu azul

Sem medo de partir ou chegar

Ninguém desamarra o barco

Ninguém solta as amarras por ti

Mas no fundo tu sentes asas para voar

Não há vento , marés ou nuvens que te impeçam

Há gente que vive feliz como eu já vivi

Agora é a tua vez de não ficares parado na praia

Solta as amarras e parte para a outra margem

Onde alguém estará à tua espera.

um abraço tulipa

24 outubro, 2010

palavras de domingo

As ruas desertas, a cidade acordava sem pressas, afinal era Domingo.


Eu resolvi sair para a rua, para me libertar das minhas insónias, das minhas inquiteções, das minhas dúvidas.
c
Vagueava sem pressas, a ver o Sol amanhecer e revia na sua luz retalhos de uma vida passada, de uma vida por viver. Deixei o pensamento sol, sem destino, nem direcção e sem rumo. Vagueou de uma forma vadia, perdido nas ruas desertas.

Tentei arrumar cada pedaço de uma vida, por vezes dessarumada como nos dias de movimento.

Cheguei ao meu destino! O destino que tracei para começar este domingo! Um domingo como tantos outros, uma página virada sem história

um abraço tulipa

09 outubro, 2010

pensamento....



O pensamento vagueia solto

Sem rumo certo, ao sabor do vento
Perdido nas correntes da chuva
Nas noites frias de outono
Amarelecido nas memórias do tempo

O pensamento vagueia solto
Cheio de incertezas e medos
Que correm nas veias das incertezas
O pensamento perdeu o rumo
Não sei por onde anda já não me pertence
Perdeu-se por aí nas teias da vida
Dos caminhos por mim inventados.
Por onde andas?


Volta , serena a minha mente…


um abraço
tulipa

19 setembro, 2010

tenho momentos



Tenho momentos em que me perco
Nos becos e labirintos da vida
Tenho momentos que me perco
Num sorriso , num abraço, num sentir
Outros me fecho nas grades da indiferênça.
Da solidão mesmo rodeada de gente.



Tenho momentos que me sento na beira do mar
Choro por tudo o que não vivi e quero viver
Pelos amores que perdi por aí nas ruas desertas
Tenho momentos que sorrio feito criança
Tenho momentos que olho a Lua de dia
O Sol brilha mesmo na escuridão da noite.



Tenho momentos que nem sei quem sou
Tenho momentos que nem sei para onde vou
Que caminho seguir, que vida levar
Que tento me proteger dos ventos e tempestades
Que assombram a minha vida que parecem
Destruir cada bocadinho de mim que tento reconstruir
Como bocadinhos de papel rasgado num momento de dor.



Tenho momentos que não sei quem sou, nem quem fui
Os sonhos não brilham ao luar nem ao anoitecer
A noite é longa , silenciosa e fria mesmo quando está quente
Eu fico a vaguear no silêncio da noite, no vazio de mim.



um abraço
tulipa

11 setembro, 2010

Perdi


Perdemo-nos nos caminhos da vida

Eu perdi o teu sorriso, o teu abraço
Os pássaros deixaram de voar
O mar silenciou o seu balancear
Ao ver o nosso amor perdido
Nas areias finas da praia deserta.



Eu perdi, tu perdeste, nós perdemos
Um passado construido no céu azul
Como dois pássaros loucos
Que voavam sem medo do tempo
Mas o céu foi ficando cinzento
Nem sempre o amor vence
Perdemos-nos nas palavras
Que não dissemos e calámos
Nas palavras que dissémos e queriamos calar.


Eu perdi o que julgava ser eterno
Mas não podemos reatar o que perdemos
Ficou   guardado no meu coração
Tivémos passado, não temos presente
Fcaram as recordações do teu sorriso
Ficaram as marcas das dores de um amor
Que deixámos morrer nas rotinas da vida.
Um página cheia de retalhos eu virei
Num futuro incerto sem rumo ou direcção.

 
um abraço tulipa

02 setembro, 2010

aos poucos...




Aos poucos a vida regressa à normalidade, à rotina, a areia da praia começa a ficar deserta depois de meses fustigada por corpos ansiosos para conquistarem um lugar ao Sol. O mar fica novamente entregue às suas danças e andanças, sem ter quem o desafie ou mergulhe nas suas águas, muitas vezes geladas mas mesmo assim apetecíveis para muitos.
Os visitantes registam cada pormenor, várias línguas se cruzam no mesmo espaço, várias culturas, formas de estar e ser convivem numa mesma cidade, num mesmo hotel, numa mesma praia, mas chegou a hora de partirem para as suas rotinas e as cidades começam a ficar novamente entregues aos residentes.
Aos poucos a vida volta à rotina, com horas para acordar, para adormecer, a rotina matinal mecanizada, o café da manhã tomado no local de sempre, as conversas banais de começo de dia. O futebol volta a ter lugar de destaque nas conversas para entreter o tempo e dar alento ao dia.
Apesar do Verão andar estranho, parece que chega cada vez mais tarde, o relógio esse não se deixa enganar e o Sol começa adormecer mais cedo para dar lugar ao anoitecer, um anoitecer mais caseiro, um anoitecer a pensar no que ainda há para fazer, no dia de amanhã.
As rotinas começam a instalar-se agora que as férias para muitos pertence já ao passado, as férias podem não ter sido as sonhadas, as desejadas, mas o espírito de Verão e férias fazia-se sentir no sorriso, no ar despreocupado, na falta de horários para cumprir, nas esplanadas cheias….nos dias desocupados.
Aos poucos tudo começa a mudar, o cansaço começa a envolver cada parte do nosso corpo fragilizado para vencer as adversidades, o jantar feito à pressa, os filhos que teimam em não querer ir para a cama apesar de também eles terem de levantar cedo e os seus dias a cumprirem., o seu percurso escolar, as actividades os trabalhos de casa…o silêncio parece que nunca mais chega!
O resto do tempo é passado entre pequenas arrumações, trabalhos, computador, televisão e alguma leitura, descansar, porque no amanhã tudo recomeça ao toque do despertador e mais um dia na espera. Um dia em que nunca sabemos como irá terminar.
O amanhã é sempre uma caixinha misteriosa, umas vezes nada parece acontecer são dias vazios, despidos de novidade, outros surpreendem-nos e depois há aqueles em que mais valia não ter saído à rua porque parece que o mundo entrou em sintonia para nos magoar. Há dias que nunca conseguiremos esquecer seja por uma boa ou má razão!
É na noite que temos encontrar energia para um novo dia. No silêncio da noite!
Na pausa não há música mas ela faz parte da música, na vida também precisamos de pausa, para podermos construir novos caminhos e repensar os que já percorremos.
O calendário ainda vai registar o Verão por algumas semanas, mas está já a preparar as despedidas e com ele partem as andorinhas, as folhas das árvores caem amarelecidas no chão, as flores escondem-se no jardim…Para o ano tudo volta de novo. É o ciclo da Natureza!
A vida também tem os seus ciclos, os seus percursos, o seu tempo de duração…e mesmo agora que as férias ainda são uma recordação viva na memória, muitos planeiam já as próximas, tentando conquistar cada vez lugares mais longínquos….cheios de sonho e mistério que por alguns dias os façam esquecer as ruas que tão bem conhecem, as caras de sempre, o trabalho, os problemas que ficaram a descansar em casa …
Outros limitam-se a ficar por casa, o dinheiro não dá para grandes saídas ou há outras prioridades, outras opções….mas todos desejam ficar uns dias livres, sem rotinas ou horários…. Sem ouvir o despertador!
Para o ano as rotinas das férias voltarão….o Verão esse anda tão instável que um dia ainda vai chegar por altura do Natal… são os novos ritmos de vida aos quais as Estações do Ano também têm uma palavra a dizer.
Pouco a pouco a cidade adormece e a praia fica deserta e nós voltamos às rotinas… do trabalho, do tempo, dos serões em casa, dos estudos….
Para o ano as férias voltam e com elas a magia do sossego!


um abraço tulipa

29 agosto, 2010

procissão



No teu manto branco
Envolta em flores de luz
Corações apertados de amor
Seguiam o teu passar entre a multidão
Num silêncio de respeito e dor
Pessoas tão diferentes
Juntas num mesmo local
Onde dizem que há muitos anos
Te deixaste ver por três crianças
Em sentido de fé e oração
Muitos são os que te veneram
Procuram num momento de dor
Agradecem os feitos conseguidos.
O teu mito atravessa gerações
Povos, culturas e raças
Crenças e descrenças
Transmites paz na tua serenidade
Sentia as flores do meu coração
A murcharem porque me tinha
Perdido nos labirintos da vida
Fui procurar-te na minha solidão
Nas velas que ardiam na noite
Pedi-te luz para meu caminho
Um caminho onde a escuridão
Fez morada no meu coração
E as flores do jardim morrerm
Porque não sei cuidar delas.



Fátima- 28/08/10
Desta forma os Jardins estão reabertos...
um abraço tulipa

22 julho, 2010

pausa...

Há momentos na vida, que precisamos de fazer uma pausa, de tirar férias de nós, das rotinas, dos hábitos…
Há momentos que a vida parece correr por nós…
Há momentos em que precisamos de fugir sem sair do mesmo sitio…
Por isso vou parar por umas semanas, dar férias a este jardim, talvez para cuidar melhor de  cada flor, cada canto de mim…
Vou parar por umas semanas, com algumas rotinas, para ter mais tempo para pensar e reencontrar um novo caminho no jardim da vida e no jardim que aqui criei...

Um braço e boas férias para todos….

Tulipa

18 julho, 2010

Um rosto...


Um rosto, um contorno


Um sorriso, um silêncio profundo

Um rosto, uma cor fria e quente

Um olhar, que ama, que mata

Um rosto que caminha indiferente

Ao que vê ou sente

Um rosto, um ser, uma vida

Que chora, ri, ama, odeia

Um ser que não é feito

Em pedra esculpida

Mas que abriga uma alma

Que chora e ri, que vive

Que sobrevive num muro

Escúlpido na dor, na amargura

Um rosto que um dia vi por aí

Que guardei de forma  indefinida

No vazio do dia e da noite

Porque já não sei a cor do seu sorriso.

 
Um abraço tulipa

04 julho, 2010

Quando partiste...

Quando partiste




Quando partiste levaste o chão
O céu as estrelas e o mar
Envolto no abandono
A que me deixaste na rua deserta
As luzes apagaram-se
As aves silenciaram o seu canto
As árvores fecharam as suas copas
Bateste com a porta
Deixaste o meu peito a sangrar
Perdida num olhar que já não era meu



Tanto tempo passou nem sei de cor
O céu e as estrelas voltaram a brilhar
O chão e o mar ficaram contigo
As aves voltaram a cantar ao amanhecer
As árvores voltaram a balancear
Ao sabor do vento norte
As ruas encheram-se de gente
Indiferentes à tua ausência
No meu peito ainda bate a saudade
Nos contornos de um rosto que sei de cor
De um perfume que ficou entranhado em mim
Nem sei se para ti ainda sou passado
Apago cada desejo de te ver
Como um fruto proíbido de mim
Eu já não sou tua tu já não és meu
Resta a saudade que ainda bate no meu peito
As memórias de um tempo por apagar
Quando partiste deixaste o vazio
O vazio que vai e vem solto no vento
Que sopra na agitação de um peito
Ferido pela saudade e abandono.


um abraço tulipa

27 junho, 2010

duvidas

Ontem fui ver um espectáculo da Teresa Salgueiro, goste-se ou não, a qualidade da voz parece ser uma verdade sem dúvidas. Um bonito espectáculo!



Não cantou um dos meus fados preferidos porque esse pertence ainda ao seu passado enquanto elemento dos Madredeus. O fado das dúvidas!




Hoje pela manhã e porque o sono fugiu cedo e o Sol ainda não despertou, relembrei tudo isso e escrevi este pequeno poema, cheio de dúvidas...



Dúvidas
Que correm nas veias
Que assobram cada certeza
Que abraçam cada gesto
Que negam cada caminho.

Dúvidas do hoje e do amanhã
Dúvidas se voltarei a braçar
Um amor despedaçado
Em bocados de juras eternas.

Dúvidas se hoje verei o sol
Ou sentirei a chuva a correr-me
Pelo corpo lavando as poeiras
Das dúvidas que dormem a meu lado.

Dúvidas se um dia sentirei a legria
De um amor que renasce das cinzas
Que fomos destruindo em cada gesto
Em cada palavra calada ou sentida.

Dúvidas e mais dúvidas
Que assombram o Ser humano
Que caminham no invisivel
De cada angústia percorrida.

 
um abraço tulipa

13 junho, 2010

vou partir...


No primeiro comboio da manhã
No silêncio da madrugada

No orvalho da manhã

Não levo bagagem

Vou apenas eu

Levo as mãos cheias de nada

O coração cheio de verdade.


 
Pela janela olho o tempo

Que corre sem pressa

As árvores que dizem adeus

Gente que entra e sai

Pela janela olho as searas

Que despertam para o dia

De uma viagem desconhecida.





O comboio parou num destino

Que inventei dentro de mim

Procuro –te entre os atropelos

Procuro o que resta de mim

Só queria um abraço

Só queria um sorriso

Olho em volta

Num olhar perdido e amargurado

Não tenho ninguém à minha espera

Vou voltar a partir

No primeiro comboio da manhã

À procura de um abraço…

um abraço tulipa

06 junho, 2010

não venhas hoje

Não venhas hoje


Encontrarias o vazio
Esculpido em pedra
Fria e ausente
Um vazio deitado ao vento.
A minha boca secou
Na amargura
No silêncio
As minhas mãos
Irtas sem vida
Sem força para te abraçar
Sem força para te enrolar
O meu corpo despido
Ausente de vida
Ausente de carinho
De palavras de amor.
Não venhas hoje
Porque hoje não existo
Vivo num tempo por inventar
Num mundo por mim criado
Numa jaula feita de aço
Frio e inquebrável.
Não venhas hoje
Só verias o invisivel
Num corpo inactivo
Sem um sorriso nos lábios
Feito de palavras silenciadas
Num mundo apenas meu.
Não venhas hoje...

um abraço tulipa

31 maio, 2010

espero por ti

Espero...
Por ti,

No outro lado das quimeras

Onde a realidade

E o sonho

Se entrelaçam

Do outro lado do espelho

Se fantasia com o infinito.



Espero…

Por ti,

No infinito encantado

Na solidão da noite

Iluminada pelo brilho das

Estrelas.



Espero…

Por ti,

Nos trilhos da vida

No tempo que se faz

E desfaz

No que já vivemos

No que ainda vamos viver.



Espero…

Por ti,

No embalo da noite

Que me acarinha

As memórias mais antigas

Com alegria e saudade.



Espero…

Por ti,

Num mundo que se constrói

E destrói em cada minuto

E um novo mundo

Nasce do nada

Tal como o amor

Nasce sem se saber

Como começou

E quando vai terminar



Espero…

Por ti,

Vem amor

Eu aconchego-te

Na brisa das minhas palavras

Na ternura do meu abraço.



Vem meu amor

Toca na minha mão

Sente a melodia que nos embala

Enxuga as lágrimas dos teus medos

E vamos viver o tempo

Do tempo vivido

Espero…

Por ti,





um abraço tulipa






17 maio, 2010

saudade da ilha perdida...

Ilha do Corvo- Açores




Levava na bagagem o medo
A insegurância, a timidez
Olhei a tua pequenez
Na fraqueza do meu olhar
De menina longe de tudo
No silêncio do oceano que te envolve
O tempo não tinha pressas
Corria devagar em direcção ao mar
A minha vivacidade de menina
Não se deixou envolver no teu abraço
Solitário mas sereno.



A distância de um oceano separa-nos
Tantos anos vividos sem ti
Tu cresceste, tornaste maior
Deixaste o progresso entrar em ti
Fui te vendo crescer ao longe
Procurando saber de ti.
Nunca me esqueci de ti.



Eu envelheci vivi uma vida longe de ti
As rugas marcam o meu olhar
A menina perdeu-se no tempo
As pernas cansadas
Da vida que tenho e não tenho.
Fazem-me sonhar, acreditar
Que um dia te voltarei olhar.

Recordar cada canto e recanto
Cada momento passado
Ver rostos ausentes e perdidos.
Quero ir limpar as lágrimas
Que deixei perdidas por aí
Na hora do regresso
Trazia saudade, nostálgia
Nas lágrimas caídas.



Um dia quero voltar
Talvez não voltar a partir
Um dia solto as amararras
Que me prendem à vida
Uma vida que não te pertence
Voltar para junto de ti
Talvez não volte a partir….
Me enrole no teu abraço
Na solidão, no teu silêncio…
Me deixe ficar a olhar o horizonte...


um abraço
tulipa

09 maio, 2010

Medodia do Adeus


Não sendo o meu tipo de filme preferido esta semana, fui ver a Melodia de Adeus, um filme  simples mas que dá que pensar...
Um filme que demonstra que o amar não vence tudo...o amor não consegue ultrapasassar certas barreiras...
Afinal de uma forma ou outra todos já sentimos isso....A paisagem fascinou-me...uma casinha à beira-mar...
Como sempre sonhei....talvez numa melodia de adeus à vida que levo...

um abraço, tulipa

02 maio, 2010

Filha e mãe que sou...



A filha que sou…

 
Teu rosto cansado

 
Olho o teu rosto cansado

As tuas mãos trémulas

As tuas pernas a fraquejar

Em cada dia que passa

Em cada dia que a

Vida passa por ti.



Olho o teu olhar no vazio

Já nem reconheço a mulher

De outro tempo

A mulher que um dia

Vivia em luta com o tempo

Com uma garra sem fim.

 
Olho para os teus dias tão iguais

Sem  vaidade  ou brilho

Os dias frios ou quentes

São sempre gélidos.



Em cada dia que passa

Fazes uma despedida lenta

Da vida que um dia tiveste.


Agarraste a pequenas coisas

Para vagueares por um mundo

Que já não sentes teu.




A mãe que sou….

Um dia

Um dia,
Senti  que o meu corpo

Se alterava
 Tudo  mudava

Dentro e fora de mim.



Meses depois , olhei para vocês

Num olhar terno e dorido

Tão pequeninos, enrugados

Nunca mais deixei de vos olhar.



Noites mal dormidas

Um coração apertado

Um coração que escuta

Na alegria e na dor

De cada um de vocês

Tão diferentes

Mas tão meus.



Num amanhecer encoberto

Deixei de ser “ eu”

Construímos um “ nós”

Que partilha cada dia

Que troca sorrisos

Que fala a linguagem dos abraços

Que sente amor em cada gesto

Que por vezes discorda

Um “ nós” que não se separa

Mesmo quando está longe.

Olho para vocês cada manhã

Sinto que estão a crescer

Que um dia vão partir

Soltos pelo mundo

À procura de uma nova vida.

 
Uma vida construída

Em cada palavra trocada

Em cada sonho traçado

Fico a ver o vosso crescer

Num amor intenso

Inquebrável

Pela encruzilhada da vida

Num amor só nosso!

Tão diferente de qualquer outro.



Um abraço a todas as mães verdadeiras, a fingir, a brincar...

tulipa

22 abril, 2010

Dei por mim a pensar...






Dei por mim a pensar

Enquanto o dia corria

Envolto na sua caminhada

Certa e incerta

Que a vida é um tesouro

Com momentos imprevistos

De tristeza e dor.



Dei por mim a pensar

Que são coisas da vida!



Dei por mim a pensar

No desafio chamado vida

Intenso no caminhar e sentir.

Nos beijos trocados

Na saudade da vida percorrida

No sonho da vida por percorrer.



Dei por mim a pensar

Na luta que é a vida!



Dei por mim a pensar

Que num dia a vida veste

Um belo vertido atraente

Cativando um sorrriso

No outro esbarra no cinzento

Na escuridão do sofrimento

Que teima em ficar.

 
Dei por mim a pensar

Que os dias podem parecer eternos.



Dei por mim a pensar

Que estranha é a vida

Tantos olhares que se cruzam

Num vazio e ausência.

E há tantos olhares perdidos

Que não se podem olhar.



Dei por mim a pensar

Que não queria pensar.

um abraço tulipa

08 abril, 2010

vendaval da vida...






Tantas vezes na vida

Afastei-me do mundo

Das pessoas que amei

À procura de um novo rumo…

À procura de mim…



Nessa procura

Senti-me só

Num mundo cheio de gente

Tantas vezes sorri

Pensando ter encontrado

O que procurava…

Engano…



Continuei o meu caminho…

Umas vezes a sorrir, outras a chorar

Umas tropecei outras levantei-me

Um dia conquistei os sonhos

Que tanto procurei...



Quando pensava que tinha

Passado por tudo

Voltava a cair...

Nos sonhos desfeitos.



Nessa luta segui o meu caminho

Entre um sorriso e uma lágrima

Plantei as sementes dos meus sonhos

Alguns floriram

Outros morreram…

Antes de darem flor…



No vendaval da vida

Aprendi que temos de semear

Nem todas as sementes vão florir

Temos que acreditar e regar

Cada uma com carinho

Nunca sabemos se um dia

Nascerá a flor mais bonita do jardim.

 
um abraço
tulipa

01 abril, 2010

Diferenças da vida...

No silêncio da vida
Existem cores diferentes
Sonhos que se cruzam
Caminhadas par a par
Abraços apertados
Em rostos tão diferentes
Em pessoas que jamais
Se poderiam amar

No silêncio da vida
a diferença
Nem sempre é sentida
 a diferença
de uma cor
de um estatuto
de um sorriso

No silêncio da vida
Não importa a cor
da vida
O que importa é a cor
de um amor
de um sonho
de um tesouro
guardado.


Um abraço
Tulipa

02 março, 2010

Temporal


Porque anda a Natureza zangada porque o mundo?
Será que também anda zangada comigo?

Um abraço
Tulipa

21 fevereiro, 2010

poema sem titulo


Há palavras que entristecem,

Se não conseguem fazer-te rir.

Palavras que vemos,

Nos filmes, nas canções e nos livros…

Palavras que quero dizer-te,

Palavras que quero viver,

Palavras que não podem dizer.

Eu quero…

…mas não posso.

Estou tão só que preferia morrer.

Ninguém entende o meu amor.

~
Este poema não foi escrito por mim, embora pelo seu conteúdo quase podia ser, mas foi dito recentemente por uma pessoa muito especial numa peça de teatro  " As 8 mulheres".
Correu muito bem e estavam todas muito bem, mas tu estiveste muito bem , parabéns! E não desistas nunca de nada na vida...
 
um abraço tulipa

12 fevereiro, 2010

Primavera da vida...

Quando vem um vento forte e se varre o Inverno da vida...e chega a Primavera num tom sorridente, cheio de alegria e magia...

Quando se varre o Inverno da vida, o frio da da madrugada, as manhas sem brilho e as noites escuras., sem brilho ...

Quando é que o amanhã vai chegar a sorrir e não o vai perdendo ao longo do dia?

um abraço
Tulipa

01 fevereiro, 2010

perdida no tempo

Perdida no tempo, no espaço, esquecida ou será apenas uma resistente nas adversidades da vida...?

um abraço
tulipa

22 janeiro, 2010

caminhante solitário


Nas vitórias, nas derrotas, sinto-me muitas vezes um caminhante solitário.
Ontem senti ( quase) isso...mas cheguei ao fim da caminhada! Mas olhei para o lado e vi poucas pessoas ao meu lado...


um abraço
tulipa

17 janeiro, 2010

caminhada....


Nesta caminha chamada vida


Eu sou actriz principal

De um personagem inventado

Sou o piloto do meu caminho

Dos meus sonhos

Das minhas tristezas



Sou a personagem principal

Na vida que escolhi

Na vida que levo

Na brisa do vento

Na brisa das palavras

Que digo e calo



Sou o viajante

De uma vida por descobrir

A fada, o mágico

Que nem sempre tem a solução

Na varinha de condão



Esta semana terminarei uma caminhada da minha vida....uma caminhada de 2 anos e pouco..., uma caminhada dificil com alguns incidentes, com muitos desânimos...mas está a chegar ao fim!

Mas pergunto-me para que serviu? Em que irá mudar a minha vida em nada!
Já agora que termine depressa porque não aguento mais esta pressão....

um abraço
tulipa

09 janeiro, 2010

Um dia desses...



Hoje caso por acaso nos mimos da manhã , com o meu filho ouvi esta música e achei tão divertida ....
E consegui colocar um video no blog Ioll , que não era coisa fácil para mim rsr

Um dia desses , tudo muda e eu ainda caso com voce rsss ( diz a canção)

Um abraço e bom fim de semana!!!
Tulipa

03 janeiro, 2010

ano novo...vida velha..


" A amizade é como o mar vê-se o principio  mas não se vê o fim"


Como  tantas outras coisas na vida:  o amor , o dia, a noite, o ano que agora começa...sabemos como começou ,  mas não sabemos como irá terminar...
Nunca vemos o fim...podemos tentar adivinhar, contruímos cada momento, cada vitória...mas a vida é uma dúvida constante!

O ano é novo, mas, a  vida essa é velha...e amanhã de manhã tudo volta ao mesmo....as mesmas angústias, dúvidas, medos, as mesmas lutas, os rostos de sempre, vidas que se cruzam e descruzam...vidas que nascem...vidas que partem....

Tudo na vida tem um começo e um fim...que desconhecemos...mas tentamos construir,  adivinhar e agarrar como se da verdade se fosse a minha verdade, a tua verdade, a nossa verdade...

Um abraço e  um bom ano....
Tulipa