26 dezembro, 2009

Virar a página...


Uma página virada no livro da vida, uma vida que se escreve todos os dias, uma escrita sem emendas, uma página que não pode ser relida , penas lembrada , recordada…rasgada no peito mas nunca no livro da vida.


Alguns anos atrás a 26 de Dezembro, numa noite de temporal, nasci e fui pouco a pouco construindo o  meu livro da vida, que já leva várias páginas...e não sei quando terá fim...esse é outro mistério que nos acompanha ....

Como toda gente que já conta uns anitos, muitas foram as emoções porque passei, alegrias, tristezas, dores, alegrias, desesperos, momentos de solidão…

Neste ano que passou lembro-me de algumas coisas, mas não retenho na memória nada muito marcante…será que viver é isto, não ter muito recordar?

Apenas quero realçar a escrita do meu primeiro livro e a escrita de uma tese de mestrado ( sendo a defesa em Janeiro). O resto foi igual a si próprio, ver pessoas que gostamos partirem, adoecerem…e sentirmo-nos impotentes para contrariar esse sofrer...

O dia está frio, lá fora a noite deita-se, aqui o fogo saltita aquecendo um dia igual aos outros, aliás todos os anos parecem ser iguais a si próprios…em todos rimos , choramos, discutimos, temos medo dos contratempos da vida….

E, como estamos em épocas de balanços e de desejos para 2010, que todos concretizem os seus….e não cheguem ao fim do ano achando que há pouco para lembrar…ou serei eu que quero esquecer?

Bom 2010.

Um abraço a todos que por aqui passam
Tulipa

18 dezembro, 2009

para onde corre a água


S. Pedro do Sul  11/2009

 
Para onde corre a água

Serão sonhos ou lágrimas

Ansiedades ou desejos

Que transporta no seu leito.



Para onde corre a água

Que transborda de amor e dor

De solidão e carinho

Que leva bocados de mim e de ti.



Para onde corre a água

Que leva a pressa em chegar

Que leva pressa em partir

Nada a consegue fazer parar!

Para onde irá ela....


um abraço tulipa





14 dezembro, 2009

o sonho...a realidade...



Marés de Poesia , é já uma realidade!
Obrigada a todos que contribuiram para que o sonho se realizásse.
Quem lá esteve penso que gostou...quem quiser adquirir o livro pode procurá-lo em algumas livrarias do País, no site da editora:
http://www.temas-originais.pt/

Ou mandando-me um email a mim própria, mas felizmente já não tenho muitos para vender!

um abraço a todos

Tulipa

30 novembro, 2009

Marés de Poesia




Marés de Poesia , vai ser o meu primeiro livro  de poesia , a apresentar no dia 12  de Dezembro pelas 18h na Biblioteca Municipal de  Ílhavo.

Gostaria imenso de contar com a vossa presença e com o vosso apoio.

um abraço a todos que me ajudaram a dar este passo

tulipa


















20 novembro, 2009

abismo ou paz...



Um momento de desespero, dor, solidão...
Um momento de silêncio que percorre por dentro e por fora
A sensação de perda, de abismo, de paz , de serenidade...
Um tempo sem saída....

um abraço tulipa




08 novembro, 2009

porque...







Porque chora o dia?
Porque choram os teus olhos?
Porque não acordou o Sol?
Nem o sorriso no teu olhar’


Porque saltou o rio a margem?
Porque se agita o mar
Porque deixam destruição
No seu rasto, silêncio e dor?



Porque vagueia à chuva
O sem abrigo na sua solidão?
Porque não há um abraço
Um sorriso que acarinhe cada
Rosto que hoje não sorriu?

Porque chegou a noite tão cedo?
Veio fria e triste,
Marcou no teu rosto
Um olhar de desespero e silêncio
De quem tão pouco para cuidar
E tão pouco para perder.



um abraço
Tulipa

30 outubro, 2009

Mal-entendidos

A vida está cheia deles: Mal -entendidos, palavras ditas que não foram entendidas, coisas triviais , coisas importantes...vidas feitas e desfeitas por mal-entendidos.

Na vida, há livros que lemos por prazer e há outros com os quais queremos aprender a não criar " mal entendidos" nesta sociedade cada vez mais selectiva e exigente.

 Este  livro é mais uma tentativa para   tentar encontrar respostas, para aprender a lidar  principalmente contigo....meu filho!

" Para muitas crinças a sua história pode não terminar bem , e não viverem felizes para sempre(...)" .
" Cada criança é uma história por contar . Por vezes o Capuchinho Vermelho perde-se no bosque e não há beijo que resgaste a Bela Adormermecida" ( in Introdução)

No que depender de mim não te vais perder nesta selva que é a vida e terás sempre um beijo para te acordar do teu mundo....por mais cansada que esteja e às vezes sinta que já esgotei todas as estratégias...mas há sempre mais uma...

Um abraço, um livro interessante para quem se preocupa com o dia de amanhã...
Tulipa

21 outubro, 2009

escuridão e silêncio


Assim me sinto uma àrvore que teima em ficar de pé...solitária...na escuridão , no silêncio da noite fria...
A chuva caí lá fora, o vento balanceia e eu entregue aos meus medos , dúvidas e anseios...na solidão da noite....mantenho-me de pé!

Amanhã é um novo dia e a luz tira-me da escuridão...mas no interior ela continua.....
E vai solta por aí, colada em mim...
 Mas amanhã é um novo dia....


um poema escrito algum tempo , mas que parece actual...

A noite escureceu


A chuva cai,

A tristeza habita em mim

Preocupações,

Medos , angústias

Dúvidas

Palavras que saem

E ferem

Sorrisos que se escondem

Em lágrimas perdidas

Às vezes fico perdida

Sem saber por onde caminhar

Por onde seguir

Perdida nas dúvidas

Nos imprevistos na vida…



Olho a noite escura

Que parece sentir a minha dor

E se colocou de luto

Para comigo em silêncio

Esconder a tristeza!



Tenho tanto trabalho

Não consigo fazer

Aptecia-me parar um pouco

Não posso

Queria ter paciência para vocês

Não sou capaz

Queria entender o teu sofrer

E ter sempre um abraço apertado

Mas calo o que sinto

E deixo sair palavras…perdidas…

um abraço tulipa


09 outubro, 2009

casinha à beira-mar...





Quero uma casinha pertinho do mar

Lá, escrever o que sinto

Ler,  a olhar o azul

Esperar quem  desejo

Rever quem fui perdendo.



Quero uma casinha pertinho do mar

Onde terei paz
Paz que vem em cada onda

E se desfaz no abraço com areia



Na areia irei correr, caminhar

Parar o tempo

No sussurrar do mar

Pensar no que já vivi

No que ainda ou viver.



Quero uma casa pertinho do mar

Junto dos meus livros

Da minha música

Pensamentos

Com a saudade do que fui

Na esperança do que serei



Só quero viver no silêncio de mim

Abrir a porta a cada

Ao sonho e silêncio

Há paz e até à solidão

De mim

E ficar a olhar o infinito

Agarrar cada minuto

Cada momento

No abraço de um amigo.

Ou no abraço de “mim”

De ti…

Do vazio…

um abraço
 tulipa

28/05/09

04 outubro, 2009

afinal saudade é...

SAUDADE  ...é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue."

Sinto saudades do que já vivemos  e que teimamos em deixar fugir...sem conseguirmos que o passado volte...
Ele não volta...porque não  conseguimos construír um presente mais sólido, mais confiante...sem medos ou receios...nem palavras que ferem...

Tenho saudades de ti....

Hoje mal vi o dia lá fora...aqui estou na minha solidão de trabalho...e deixo a lembrança acontecer...


um abraço
Tulipa

27 setembro, 2009

presente...

" Não vivo nem no meu passado nem no meu futuro. Tenho apenas o presente, e ele é o que me interessa. Se você puder permanecer sempre no presente, então será um homem feliz."

Nem sempre é fácil...mas fazer previsões de um futuro incerto só serve para se sofrer por antecipação...o passado deixa marcas mas já não se pode alterar...

O Presente é o que temos...o resto são incognitas, dúvidas, medos...lembranças.


um abraço
tulipa

20 setembro, 2009

a luz...


Todos os dias, lá mais para o fim...o Sol repousa embalado no balancear do mar..foge para outro lugar dizem!
Uma certeza há porém...ele volta sempre no outro dia, nunca sabemos é para quem!
Depois da noite há sempre o dia, depois do escuro há sempre a luz... nem sempre conseguimos ver...mas que há, há!
Todos os dias tentamos ( ou devemos tentar) olhar o Sol , a luz , não ficar na escuridão!
um abraço e um bom dia para todos.


tulipa

13 setembro, 2009

Meu amor...

Confesso que às vezes não sei lidar com a tua agitação, com o teu pedido constante de atenção…com a tua mudança constante de actividades…
Vives constantemente a desafiar o mundo…
Confesso que me sinto muitas vezes incapaz de lidar com a tua dificuldade em te concentrares, em respeitar a tua vez… em nunca te calares …
Amanhã inicias uma nova etapa na tua vida…vais para a escola dos meninos grandes…olho para ti tão agitado, tão inseguro, tão infantil, com tanta dificuldade na articulação de palavras…tenho medo que não sejas capaz de dar respostas às exigências da sociedade…tu bem dizes que não queres crescer! Lá terás as tuas razões!
De manhã e quando estás sobre o efeito da medicação (que cada vez) é mais curto…ficas apático, até ausente…depois viras um verdadeiro “ El Nino” como vi há dias escrito numa revista…
Leio…pesquiso…apoio-te …procuro as ajudas que acho que precisas de acordo com as minhas possibilidades …mas tudo me faz ficar mais preocupada com o teu futuro…
Às vezes é tão difícil manter a calma…lidar contigo com determinação mas sem gritos ou agitação que em nada ajudam ao teu comportamento já descontrolado…
Este fim-de-semana foi horrível…à noite nunca tens sono…o mundo parece ser o teu limite…e o equilíbrio familiar é muitas vezes abalado pelo teu comportamento…
Sabes filho, eu estarei sempre aqui, pronta para te ajudar e procurar ajuda como tenho feito até hoje…mas às vezes sinto-me tão cansada…que não sei se vou conseguir continuar-te apoiar-te!
Amanhã começas uma nova etapa na tua vida, infelizmente não te poderei acompanhar porque professora não pode ser mãe …estarei noutro lugar a ouvir os anseios, medos…de outros pais que também levam os filhos à escola pela primeira vez…a ti não te poderei acompanhar…
Filho, amo-te muito…mas esgotas-me tanto…que ás vezes tenho medo de não estar a ser correcta contigo…de estar a falhar como mãe…
Maldita hiperactividade, défice de atenção…que como tu dizes tantas vezes….” A minha cabeça não pára…”
Vou te amar para sempre e estar sempre ao teu lado…nem que o teu futuro não seja aquele com que sonhei…
Agora olhei para ti, estás  a tentar acalmar-te no sofá com um ar tão sereno no sofá , os fones bem altos…não sei se vencido pelo cansaço, mas com um olhar tão doce e tão meigo, como também só tu sabes ser!
Mas sei que estás acordado…aliás já ditaste as tuas leis…
Boa caminhada nesta tua nova aventura…vou tentar estar sempre presente nem que seja para te amparar nas quedas…
um abraço
tulipa

08 setembro, 2009

voar...

Uma pequena pausa para recomeçar a voar ...até as forças a levarem...
Em busca dos sonhos, da paixão, da liberdade...
Uma pequena pausa para voltar a voar , sonhar e acreditar!
Entre cada sonho é preciso uma pausa para reconstruir  outro sonho.
Tal como a pomba o Ser Humano precisa de momentos só para si.
Os meus momentos são a escrita e o silêncio!

um abraço
tulipa

03 setembro, 2009

caminho..


" jamais deixe que as dúvidas paralisem as suas acções. Tome sempre todas as decisões que precisar de tomar mesmo sem ter a segurança de estar decidindo correctamente."


Às vezes não é fácil...mas temos de seguir um caminho....que muitas vezes erramos na escolha...mas tivémos de escolher e mais vale arriscar um caminho do que ficar sempre na dúvida ...

um abraço
tulipa

29 agosto, 2009

da próxima vez...

Costa Nova, 28/08/09


Neste fim de Verão e de férias
Músicas que nos fazem viajar ou sonhar…
Escolhi esta música da “ Próxima vez” porque me recorda um momento da minha vida…em que eu deixava o meu lugar , a minha cidade, refugiada em mim, para viver uma nova vida, uma vida diferente…deixei recordações…trouxe memórias , as janelas não se abriram para me ver passar …algumas até se fecharam…mas há sempre uma próxima vez…e deixei cair muitas histórias…e outras que trouxe comigo…quando voltei à minha terra…e as janelas se foram abrindo devagarinho...
um abraço
Tulipa
" Da próxima vez"

As ruas da minha
os olhos de encanto
Para te ver passar
As pedras calaram os passos
E as casas abriram janelas
Só p’ra te ouvir cantar
Porque há muito, muito tempo
Não vinhas ao teu lugar
Ninguém sabia ao certo
Onde te procurar
Da proxima vez
Não vás
Sem deixar destino ou direcção
Se houver proxima vez

Não esqueças
Leva contigo recordação
E um beijo pendurado
Ao peito do teu coração
Quisemos saber como estavas
Se a vida tinha tomado
Bem conta de ti
Ou se a vida teve medo
E eras tu que a levava
Refugiada em ti
Cada verão que passava
Sentiamos-te chegar
Como era possível que o sol
Se atrevesse a brilhar
Deves trazer tantas histórias
Tantas que algumas ficaram
Caídas por aí
Outras eu tenho a certeza
O teu fogo na alma queimou
Deixaram de existir
Só queremos saber se és a mesma
Que vimos partir
Não existe mundo lá fora
Que te possa destruir

24 agosto, 2009

não sei como chegar a ti...

Concerto 23/08/09




As luzes acenderam-se o espectáculo começou..
Os acordes afinados com uma presença
Bonita num palco cheio de magia e som...
Muitas foram as música que desfilaram,

Quase todas troteadas pelas centenas de pessoas

que te foram ouvir..
Músicas que se sentem


Poderia ter escolhido outra,
Mas esta é muitas vezes o que sinto

" Não sei como chegar a ti" E a tantas pessoas...
Às vezes não sabemos como chegar alguém...ou algum lado...

Tudo parece tão distante ...
Tão ausente...



" Não sei como chegar a ti"


Estás aqui, mas tão ausente
Junto a mim, mas tão distante!

O teu beijo já não é igual

Apagou-se o fogo no teu olhar

Estou nos teus braços mas afinal

Estamos tão distantes como o céu e o mar.


Eu não consigo chegar a ti,

Não posso chegar a ti,

Não sei como chegar a ti !




Há em ti uma tristeza

De quem já não tem certezas

O teu corpo está ao pé de mim

O teu coração noutro lugar

No teu mundo já só há um fim

E eu não tenho como te fazer voltar


Eu não consigo chegar a ti,

não posso chegar a ti,

não sei como chegar a ti.


um abraço tulipa

18 agosto, 2009

as pessoas são como livros...




As pessoas que passam pela nossa vida são como livros, em especial aquelas que acabaram por deixar marcas no folhear do conhecimento, marcas de amizade, de carinho, de amor, ou até aquelas que não tivemos tempo de ler até ao fim, fica sempre a dúvida de como seria o resto do livro, o fim das personagens, as histórias vividas e sonhadas…
Há livros grandes, profundos, superficiais, de humor, de medo…logo temos de os aprender a ler e a distinguir as sensações que nos provocam.
Alguns lemos e arrumámos na prateleira, não fizeram história ou tivemos medo do fim e abandonámos a meio, outros lemos até ao fim e provocaram mágoa, tristeza, dor…mas esses jamais serão esquecidos…mesmo que nunca lhe voltemos a tocar, mas há momentos em que vêm à memória como uma avalanche de emoções e lembranças…numa mistura de sentimentos…
Há livros que têm um cantinho especial na estante, mesmo que alguém os tire do lugar nunca lhe perdemos o rumo, ou pelo menos conhecemos o seu conteúdo e com sensibilidade recordamos cada página, cada momento, porque nos fizeram rir, sonhar, acreditar, fizeram-nos sentir tão bem ao lê-los…basta percorrê-los com um olhar…são livros que deram alegria à vida, cheios de histórias e recordações…embora no fim haja um sabor de tristeza, porque a história não terminou como desejámos…
Há os livros que nos acompanham para todo o lado, acompanham-nos no quarto, em cada passeio, em cada momento de espera ou ansiedade…são os companheiros de uma vida , ou momentos …
Há livros que jamais poderão ser recuperados, perderam-se nos caminhos da vida, só pode ser recordados…como uma ténue lembrança, mas dificilmente voltaram a ser relidos…
Há pessoas que se apegam apenas a um livro ou dois na na vida, tem medo de folhear outros, com medo de conhecer outros mundos, outras páginas outras cores, outras histórias, outros idiomas, outros sentires, outras formas de ver a vida, outras paixões…então acomodam-se e ficam sempre a folhear as mesmas páginas gastas e entristecidas pelo tempo…que já não dão alegria, nem paixão ao serem lidas…mas têm medo da mudança…a mudança provoca dúvida…uma dúvida que muitos têm medo de viver….
O livro que agora lemos é o livro da vida, conhecemos partes da história, as personagens, os locais da acção, as lutas, os sonhos, os amores, as vitórias e derrotas…mas não sabemos o fim...nem adianta tentar avançar umas páginas porque tudo é tão incerto…tudo muda de repente…é um livro ainda aberto…que além de ser lido, também é escrito…com sorrisos, lágrimas, medos, vitórias e derrotas, amores e perdas…até que um dia parece o fim dos quais fomos autores…mas tantas vezes de uma forma involuntária…era tão diferente o fim desejado…mas perdemo-nos nos livros que lemos e não lemos… e o livro terminou com a sensação que tanto ficou por viver…
Entretanto li mais um livro que irá ficar retido na memória “ Toque de Veludo” um livro de histórias proibidas mas vividas, o primeiro beijo, o primeiro toque, o primeiro abraço, o medo, as juras…e tal como na vida…nem tudo é para sempre…. Mas há sempre outros livros que acabam por se abrir mesmo depois de muito sofrimento… e outros que ficaram entreabertos num tempo infinito…acabam por se fechar às vezes de forma inesperada.
Neste momento ainda não ando a ler nenhum novo livro, falta de tempo para ir comprar.
Um abraço

Tulipa

Algarve, 11 / 08/09

11.15


01 agosto, 2009

acompanhem-me....



Perdi-me na caminhada
Não sei para onde vou...
Nem onde comecei...
Vou parar no silêncio
para dar tempo ao tempo
e ele me ensine o rumo...





Está na altura de fazer uma pausa
para ter tempo para o tempo
que não tenho...
Vou seguir o meu caminho
acompanhem-me...
Para que não me perca
No labierintos da vida...
E
para que um dia
saiba o caminho de regresso
A estes jardins ....

um abraço
até já

tulipa






tulipa

26 julho, 2009

Mãos vazias...


É muito triste estender as mãos vazias e não receber nada,

Mais triste, porém, é estender as mãos cheias,

e não ter ninguém para recebê-las..." ( Omar Khaayyam)


Ofereço as minhas...

Tulipa

20 julho, 2009

quando te sentires só...


Quando te sentiras perdida…
Quando te sentires perdida no silêncio da noite, olha para as estrelas e tenta encontrar-me.
Quando, ao anoitecer, as folhas começarem a dormir para respirarem na solidão da noite, recebe o seu perfume do orvalho da madrugada porque é uma lágrima minha…
Quando a tarde arrefecer mesmo no calor do Sol e o vento espalhar a saudade…deixa-a entrar dentro de ti…e solta a tua saudade para eu a sentir.
Quando as manhãs chegarem brilhantes ou escuras e com elas a solidão, o vazio, uma lágrima deixa-a morrer lentamente de saudade por mim.
Quando estiveres triste ou deprimida permite que eu esteja em teus pensamentos …como tu estás nos meus…
Quando as palavras saírem que nem flechas sufocas - as no teu coração para que não saiam que nem flechas que magoam e fazem doer…
Vai olhar o infinito e mais além…perde o medo…deixa o tempo acontecer…deixa o amor ser vivido sem amarras ou dúvidas….deixa tudo acontecer devagar …num namoro sem pressa… num namoro reconstruído …. Pedra a pedra…degrau a degrau como se tudo estivesse recomeçando…
Quando te sentires só deixa me acarinhar o teu rosto, entrelaçar nos teus dedos…e ficarmos em silêncio…ou dialogar das mágoas que sentimos…e que persistem em persegui-nos…num afastamento que não queremos…
Olha o silêncio da noite e pensa em mim…
um abraço
tulipa
Um beijo para ti...

13 julho, 2009

uma árvore despida...

( Castelo Rodrigo )

Uma árvore despida
Perdida num recanto
De um paraíso perdido
Num mundo por inventar
Num mundo por colorir!

Seus braços parados
Sem força para balancear
Seus frutos há muito que
Partiram e a deixaram na
Solidão do ser, do querer.

O seu troco hirto
Mantém de pé um sonho
Perdido, há muito esquecido
Nos ramos sofridos,
Pela solidão da dor…
Uma árvore morre ..
Sempre de pé! !!!

um abraço
tulipa

05 julho, 2009

As tormentas...


Quando o mar se veste de vermelho
E descansa das tormentas do dia...
Recolhe ao silêncio
De quem o quer o ouvir...
Porque será que
não me escuta
Ele?
Um abraço
Tulipa

29 junho, 2009

despedida lenta...


Estás a fazer uma lenta despedida
A libertar as amarras que ainda te prendem
Sei que queres deixar tudo arrumado
antes de partires!
Uma dessas amarras sou eu
e os miúdos
E o teu jardim…
Por mais que me doía,
por mais que sofra
Quero que sigas o teu fim
Com a paz e serenidade
Que não encontraste
nestas caminhadas!

Não aprendi a dizer adeus,
nem nunca vou aprender
Mas quando quiseres partir
Vou chorar a minha dor
Mas não te vou pedir
mais para ficares
Solta as amarras e vai …
Quando chegar a hora…
Não te quero ver mais sofrer…

Um beijo com muito carinho
tulipa

25 junho, 2009

silêncio uma voz interior...



“ Só entende o valor do silêncio quem tem necessidade de calar para não ferir alguém”
( Jean-Jacques Rousseau)



Há momentos em que precisamos de nos recolhermos um pouco do mundo e ouvir a nossa voz interior. Trazemos à lembrança momentos passados e projectamos o amanhã. Viajamos no tempo de uma forma silenciosa.
O silêncio pode ser encarado como uma lavagem da alma em que a voz da razão e da emoção se confundem e discutem entre si. Ouvimos os sussurros das duas e por vezes ficamos quietos sem saber qual escutar.
Ficamos a olhar o infinito, agitados ou serenos sem participar no mundo exterior, por momentos deixámos de lhe pertencer.
Nestes momentos em que nos deixamos estar ausentes e viajamos dentro de nós percorremos cada cantinho do nosso coração , pensamento, para reflectirmos sobre actos ou palavras que não dissemos e queríamos dizer. Fazemos um renascimento interior, procuramos muitas vezes a paz interior perdida. Partimos em busca dos sonhos perdidos e das pessoas ausentes.
Este é um silêncio gratificante porque é uma viagem de auto-conhecimento, de reflexão , mas também existem silêncios duros de suportar.
O silencio do telefone quando desejávamos um telefonema, o email que não chegou, a pessoa que queríamos encontrar não apareceu.
Deixamos passar o tempo e permanecemos em silêncio, mesmo que dentro de nós brotem palavras de carinho de afecto, uma vontade enorme de dizer “ fica comigo”,ou palavras mais duras que poderiam magoar alguém, mas que para nós eram importantes serem ditas. Então calamos no nosso mundo interior o que queríamos passar para o exterior e não tivemos força ou coragem.
Há alturas em que sentimos que queríamos partir noutra direcção ao encontro de algo ou alguém , mas continuamos firmes neste terreno que já conhecemos, porque o desconhecido é sempre uma aventura e um momento de instabilidade. Nada dizemos, sem nos tentarmos aproximar de quem queríamos. Até que um dia já não seremos capazes de seguir nenhum caminho e cada dia que passa nos sentimos mais mergulhados no nosso silêncio, no nosso mundo interior, e o outro que até esperou uma palavra nossa já não sente a nossa falta.
Tantas são as vezes que sentimos vontade de calar a voz da razão, porque ela muitas vezes nos tira a calma, e deixar que a da emoção fale mais alto e partir em direcção ao sonho , ao caminho da liberdade e de percorrermos com o vento estradas e montes em busca de um mundo desconhecido, um mundo que não nos pertence mas que desejamos.
Ficamos calados, prisioneiros do nosso silêncio, quando as palavras quase não pedem autorização para brotar pela nossa boca como a água da fonte que corre de uma forma límpida e transparente.
Parece-me que existem vários tipos de silêncio: o silêncio desejado para nos descobrirmos e aprendermos a crescer com o nosso “ eu” ; o silêncio imposto pelos outros e que nem sempre entendemos, e o silêncio que vem com um afastamento não programado mas que a vida se encarregou de calar vozes que tanto tiveram em comum.
Viajarmos dentro de nós é um momento belo de aprendizagem, mas também precisamos de ouvir e ser escutados. Senão essa viagem torna-se sufocante e nos afasta do mundo real.


um abraço

tulipa


19 junho, 2009

barreiras...

O mar batia à distância
Caminhava no silêncio
da minha música
Pegadas na areia
Anónimas e perdidas
Caminhava com destino ao nada
Sem saber o que estava à frente
Mas não queria voltar atrás
Queria ficar longe da multidão
Vagueava no silêncio
Até ao limite do possível
Até ao limite do impossível
Há barreiras que não
Consigo transpor
Trepar vencer
Barreiras invisíveis
Barreiras dentro de mim
Que ninguém vê
Mas queimam como
Sol quente

Barreiras que tento libertar
Nas pegadas anónimas
Da praia…
Será que ficaram por lá
A ver o anoitecer?
Ao voltaram noutro
Dia , noutro amanhecer
Sem hora ou dia
Sem aviso
E queimam como ferida
Sangrando…
Numa dor sentida...
um abraço tulipa

15 junho, 2009

memórias



Fazia anos não importa quantos,
O tempo perdeu-se na vida por viver,
Fizemos juras de amor eterno
Juras que não cumprimos
Nos encontros e desencontros da vida
Nos elos quebrados
Nos filhos que tivemos
Nas lágrimas que derramadas
Num vestido branco
Num sonho não cumprido

Fazia anos não importa quantos
Não sei contar o tempo
Que me esperavas
Como num conto de fadas
Tudo se perdeu no tempo…
Numa vida que não se construiu
Que se perdeu nas encruzilhadas
De encontros e desencontros
Hoje seguimos caminhos
De mágoas acumuladas
Restam dois príncipes
De um conto de fadas
Sem final feliz…
um abraço

Tulipa

10 junho, 2009

atrasos...


" Se você não se atrasar demais ,

posso te esperar toda a minha vida."



Oscar Wilde


um abraço
tulipa

04 junho, 2009

um banco vazio...





O Sol esconde-se atrás do silêncio das árvores que bailam ao som do vento, um banco vazio,
na solidão do olhar cruzo o horizonte,
ouço o silêncio da solidão na escuridão macia do meu coração.

No silêncio e diante de um banco vazio, chamo por ti…
e tu como por magia surges do nada… sentas-te comigo e nele ouvimos o silêncio das nossas palavras…
Ficarmos assim , sem pressa de partir , de mãos dadas, até o Sol se deitar e a Lua nos encantar.


Tenho saudades de sentar num banco vazio e trocar cumplicidades , olhares e sorrisos….

Tenho saudades de ter tempo para ficar só o horizonte sem pressas...

Num silêncio meu e teu....


um abraço

tulipa

24 maio, 2009

saudade...



Há gente que viaja na sua saudade
só com um bilhete de ida,
e não conseguem voltar,
do passado das lembranças e
Soltar-se para a vida.
A saudade é uma terra distante
num país percorrido
ao qual não podemos voltar
Mas insistimos em Viajar por
esses caminhos quase
sempre sombrios
que não podemos
Voltar a percorrer ou alterar.
Sentimos a vida a prosseguir e
ficamos nos parados na terra
Do tempo com um
Amargo na boca
um estranho sentimento de perda.

Um dia percebemos
que temos de renovar a bagagem
E partir para um novo país
com novas viagens,
novos territórios à procura
de novos sentimentos
de um novo amor
Procurar a felicidade
Para adormecer
as sombras do passado…


Poesia escrita já algum tempo e que aguarda a oportunidade de publicação em livro...
talvez quando a minha vida acalmar e voltar a ter tempo para escrever, ler, passear,
agora são papéis, fichas e responsabilidaes...que me fazem esquecer até o que é um simples fim de semana sem compromissos....tenho saudades de ter tempo...


um abraço tulipa

19 maio, 2009

à procura do " EU"




Era uma vez…há muito tempo…quase poderia ser uma história para crianças…daquelas com muitas peripécias e final feliz! Só que não é um livro para crianças…embora até podemos dizer que tem um final feliz …encontrou o EU do qual fugia sem o saber…!
Um livro simples, pequeno que li no intervalo de um livro para o outro… “ O Cavaleiro da Armadura Enferrujada “.
Quantos de nós não se escondem atrás de “armaduras” para mostrar aos outros aquilo que esperam de nós?
Tantas vezes atribuímos aos outros as culpas dos nossos fracassos e nunca nos consideramos culpados pelo fracasso dos outros, mesmo que nos tenham dado sinais de que precisavam de nós….continuámos o nosso caminho…sempre na tentativa de sermos os melhores…ou indiferentes a um pedido de ajuda que não percebemos, ou fingimos não ver…
Tentamos dar sempre a “ uma vida melhor “ aos que amamos, porque pensamos que assim serão felizes…mas muitas vezes não vimos a solidão no seu olhar…porque não temos tempo para reparar, olhar, ver quem nos rodeia…
Caminhamos, dias e dias, sempre na tentativa de sermos melhores, termos sucesso, sermos reconhecidos…muitas vezes só o fazemos porque temos medo de estar sozinhos. Temos medo da solidão de estarmos apenas acompanhados por nós próprios!
Andamos numa roda-viva de um lado para o outro…que não temos tempo para atravessar o “ Castelo “ do Silêncio, do “ Conhecimento “ e o “ Castelo da Determinação e da Coragem”…e encontrarmos o EU perdido nas aventuras e desventuras da vida…
Era uma vez um cavaleiro que gostava tanto da sua armadura que nunca a tirava e quando o quis fazer já não foi capaz…teve que percorrer um longo …longo caminho…
Será que nunca nos sentimos presos na nossa própria armadura?.. Quando a quisemos tirar já era tarde demais…era como se ficássemos despidos no meio da rua…perante o olhar curioso e crítico de todos…
um abraço tulipa

14 maio, 2009

as cinco coisas que eu...


A Fernanda do blogue na Rua Contigo ofereceu-me este mimo mas todos os seus mimos trazem as suas trabalheiras.... Obrigada Fernanda por te lembrares de mim!

Regras:
1- Colocar o selo no seu blog
2 – Indicar 10 blogues que adore
3 – Informar aos blogs indicados que receberam o selo
4 – Dizer 5 coisas que adorem na vossa vida

As cinco coisas que mais adoro na vida( a ordem pode não ser esta) e também não sei se são as que mais adoro , eu nem sou esquisita, mas são certamente as que ocupam um lugar de destaque mas mais haveria...

- Ler e ter muitos livros. Meu sonho é ter uma grande biblioteca variada.
- Escrever, poemas, prosa...até teses rsss um pouco de tudo.
- O mar...sempre ele o meu companheiro...e à manhã lá vou tentar dar "uma escapadinha" para fazer bodyboard...
- Roupa, colares, carteiras, óculos de sol....roupa e seus adereços....mas tudo prático... nada de vaidades!
- Dormir....adoro uma cestinha rss

E claro adoros os meus filhos mas eles não são coisas !!!

1o blogues muito complicado....não por não os ter mas ...mas é cá uma trabalheira, logo aldrabo o regulamento 5 coisas , 5 blogs rss , ( tentando não referir os da Fernanda) vou escolher alguns por onde vou viajando...

http://naela75.blogspot.com/
http://ateondeavistaalcanca-clic.blogspot.com/
http://asolpoente.blogspot.com/
http://velasardemsempreateaofim.blogspot.com/
http://amorfemarte.blogspot.com/

Muitos mais teria a dizer que me desculpem os outros...mas gosto muito de dormir e hoje o dia foi comprido e o de amanhã e o depois e depois...não se adivinham muito melhores!

um abraço e obrigada a todos que vão ajudando a manter este jardim vivo

tulipa

10 maio, 2009

a familia dos pinguins...



Quando era nova, mal os primeiros raios de sol agitavam no céu eu pegava na toalha e ia para junto do mar…não tinha medo das ondas…adorava desafiá-las!
Os anos foram passando e hoje para ir à praia é um conjunto de coisas, sem fim, brinquedos, pára-vento, tolhas, lanches…às vezes perco a vontade de ir, porque primeiro que se saia de casa…
As nuvens rasgavam entre um Sol tímido e incerto, permitindo espaços numa areia por vezes invisível na sua imensidão, apenas os “ pinguins” e os futebolistas de domingo de manhã estavam na areia quase deserta.
Fiquei a olhar para o teu balancear…as tuas ondas pareciam flocos de neve… eu olhava-te, já não tenho a coragem de outros tempos… em que estivesses frio ou quente desafiava cada onda… Desde muito nova aprendi a conhecer-te, a desafiar-te como quem pensa que consegue desafiar o mundo…
Agora fico ali a olhar-te e a ver o meu marinheiro mais velho destemido, a procurar a melhor onda, próprio de quem ainda acredita que pode concretizar cada sonho como se de um mergulho se tratasse...
Só que cá em casa gerou-se uma onda de bodyboard ( ou bordyboard de areia !!) depois de comprarem os materiais minimamente essenciais , ontem fizeram-se ao mar …um mar agitado que assustava os mais inexperientes, mas não desistiram…eu fui lá ter mais tarde…e fiquei em terra a pensar como seria…
Eu ainda não comprei nada , mas hoje o bichinho de outros tempo mexeu comigo…e não resisti “ pifei” o equipamento existente cá em casa, deixando a marinheira em terra e fiz – me ao mar com o meu marinheiro mais velho.
Perdia-me no balancear da violência das ondas, tentava agarrar a prancha para vencer cada onda, sentir-me mais forte que o mar… Ao longe olhava o horizonte, o pensamento perdido imaginava onde me podias levar se pudesse navegar pelo tua imensidão…sem ter que voltar ao cais…
Enquanto mergulhava e me tentava manter em cima da prancha, pensava como o teu balancear é parecido com a vida…umas vezes calma e serena, outras agitadas e lutamos com as embarcações disponíveis para lhe fazer enfrente…às vezes numa embarcação tão frágil…que quase se afunda em cada dia de luta…
Só que a vida, tal como tu não pára, às vezes quase nem temos tempo para ajeitar a prancha, logo outra ondas se aproxima… mas mesmo assim vamos vencendo os medos as incertezas…as dúvidas…ao nosso lado navegam muitas vezes barcos maiores, bonitos, cheios de apetrechos e experientes..que nos vêm em dificuldade…mas continuam o seu percurso insensíveis à nossa dor, luta…mesmo que digam “ que estão lá”…. Raramente se aproximam quando precisamos…
Um dia gostava de me segurar em cima da prancha como muitos que lá andavam…mas o que importa é que o prazer do mar, de voltar a nadar e fazer-me ao mar voltou a nascer em mim…
No silêncio dos meus pensamentos…sei que quero acabar os meus dias…acordar e adormecer perto de ti…num mundo inventado por mim…e quando os meus olhos já não te puderem apreciar…e se fecharem e não se voltarem abrir…quero ficar em ti! Quero que as minhas cinzas partam livres pelas tuas ondas…que me levem para onde quiseres …numa liberdade que não me é permitida em vida…. Um desejo que há muito digo a quem me conhece, mas que não sei se vão cumprir…Nesse momento perdeu-se a capacidade de decidir!
Estava a tenta ao mar e ao meu marinheiro sempre destemido pelos seus vários anos de natação e de competição…Acenei – lhe...e eu sei que a apesar da tua beleza…és indiferente ao que entram em ti…e nem sempre os deixas voltar….
O mais novo faz body-bord de areia até tem dificuldade em molhar a cabeça…e a mim já me avisaram para comprar o material…porque isto de deixar marinheiras em terra não agrada muito…à menina cá de casa! Afinal a ideia foi dela !!! E agora fica em terra !!!
Hoje tive uma sensação de bem-estar, liberdade, que há muito não tinha!
Às vezes é tão simples ficarmos bem…ficava lá horas…mas tinha gente à minha espera no “ cais”…
A família dos pinguins promete voltar ao mar…eu sei que já não consigo passar sem ele nem que o tempo só me permita pequenos momentos…

Um abraço
tulipa

05 maio, 2009

Porque...


Porque a terra é redonda
Porque o mar é imenso
Como a força do teu olhar
Porque o abraço nem sempre
Acalma um coração agitado
Porque o amor nem sempre
É eterno
Porque as pessoas mudam
E nem sempre as palavras acariciam
A dor de um coração ferido
Porque o passado persegue
O presente como se de realidade
Se tratasse,
Porque a vida um dia termina
Nem todos os sonhos se realizam
Porque o Outono derruba as folhas
Como a tristeza nos derruba a nós.
Porque cada dia queremos que seja melhor
Porque um dia temos tudo e no outro nada
Porque na vida há perguntas sem respostas
Porque ainda acredito que um dia
Tudo vai ser diferente!
Porque choveu lá fora
Mas dentro de mim
Faz Sol...um Sol ameno
De Esperança, como um sorriso
Envergonhado!
Simplesmente porque acredito!
No amanhã!

Um abraço Tulipa

03 maio, 2009

mães do mundo...


Mãe dá vida,
Acarinha, sorri mesmo na dor...






Não importa a cor ou raça




na tristeza ou na alegria!












Na dor, na miséria...
Na fome,
Na guerra
Tem sempre um abraço
um colo
Protector!
para acarinhar
a tristeza !


Mãe preta, branca, asiática...
Mãe que acarinha e acompanha
a dor, as alegrias,
perde noites .

Mãe em qualquer lugar do mundo!
Tem sempre um braço livre para abraçar
um filho.






Os animais também acarinham as suas crias até poderem caminhar sozinhas...pelos seus pés....Protegem-nas com garra!


Mãe me tornei;
Filha nasci!
um abraço às mães do mundo!
E a todas que um dia serão!
um abraço tulipa





30 abril, 2009

O sol de amanhã...


Dizem que amanhã o sol vai voltar a brilhar,

Gostava que ele voltasse a brilhar no meu rosto,

de olhos apagados e cansados
de o agrrar na minha mão
e não mais o deixar fugir...


Gostava que ele voltasse a brilhar no teu rosto

cansado e saturado da vida.


Gostava de voltar a apagar o cansaço

E caminhar sem destino ou direcção

Na luz do dia...


Não me preocupar com a falta de tempo

Apenas deixar o tempo correr

E não o deixar marcar o meu rosto

Com a marca da vida que corre

do cansaço que se instala

Do sorriso sem brilho...


Um abraço especial para todas as mães

Um abraço especial para todas as mães que não o são

mas que aprenderam a ser por amor!


Um abraço a todas as mães que tiveram a coragem de oferecer AMOR aos seus filhos contra todos os padrões ou regras....


 



um abraço tulipa

19 abril, 2009

estão a crescer...




Os vocês pés estão crescidos, por vezes os meus já não alcançam os vossos...começam as diferenças de querer, de vontades…
Tu estás na chamada pré-adolescência (no meu tempo essa designação não existia) queres te soltar das amarras, choras pelas primeiras injustiças da vida, pelas primeiras rejeições, calas os medos e os receios… que tento adivinhar…respondes muitas vezes como se fosses o dono da verdade e de toda a sabedoria…mas continua a ser o meu colo que procuras quando te sentes magoado e ansioso com a vida, embora nem sempre o admitas.
Estás a deixar crescer o cabelo, os teus olhos vivos, a tua determinação, o teu sorriso faz com que toda gente te ache bonito…
Tu mais pequeno, mais problemático, simpático, reguila…faz de ti um miúdo popular que cativa não tanto pela beleza mas pelo ar reguila e por as palavras ainda mal dita apesar da idade…muito teimoso…habilidoso e até já um pouco maroto… às vezes já tenho dificuldade em vos separar quando se pegam em guerras de irmãos…
No sábado senti que estavam mesmo a crescer, que os nossos caminhos, já nem sempre se cruzam…foram ao primeiro espectáculo “ sozinhos” foram ver as Just Girls com os “ primos mais velhos" e nós fomos vos levar e buscar…apesar do frio do cansaço, que sentia tive que esperar que o concerto terminasse para ver alegria no vosso rosto…os comentários… e alegria de terem se soltado…
Às vezes olho para vocês e vejo que cada dia que passa os vossos pés crescem mais, as vossas mãos soltam-se já não querem a minha, só a procuram quando vos dói alguma coisa por dentro ou por fora….
Só quero conseguir ver-vos crescer, e sei que cada dia os nossos caminhos vão ficar mais distantes… cada um vai traçar o seu caminho…se pudesse poupava-vos das dores da vida, das desilusões, das tristezas…mas sei que não posso…por isso só quero ficar sempre perto de vocês mesmo que não goste das Just Girls e tenha que estar mesmo agora a ouvir o que filmaste do concerto e ouvir o comentário do mais pequeno…” são todas fines” giras” e quase não levavam roupas…” ya”… rio por dentro…como estão a crescer…nem sei se sinto feliz ou triste…
Um abraço tulipa

14 abril, 2009

a dor ...


A chuva lá fora cai

Cá dentro sinto

uma dor,

uma tristeza,

que nem as gotas da chuva

conseguem lavar.



Que dor é esta?

De onde vem?

Para onde vai?

Quando vai terminar?




Estou cansada

um cansaço

sem controle

acompanho o cair

da chuva com lágrimas

num rosto

triste envelhecido


Que faço?

Para onde vou?

De onde venho?

Parece que nem sei caminhar

a minha cabeça cansada

num mundo perdido...

Será que em vez da chuva

um dia a luz entrará

de novo no meu peito?


Para onde vou nesta dor

que parece não ter fim?

A chuva cai forte...

A dor aperta o peito...

E tenho tanto para fazer.

Onde vou arranjar forças?




um abraço


tulipa

08 abril, 2009

Espero...por ti...


Espero...
Por ti;
No outro lado das quimeras
Onde a realidade
E o sonho
Se entrelaçam
Do outro lado do espelho
Se fantasia com o infinito.

Espero…
Por ti;
No infinito encantado
Na solidão da noite
Iluminada pelo brilho das
Estrelas.

Espero…
Por ti;
Nos trilhos da vida
No tempo que se faz
E desfaz
No que já vivemos
No que ainda vamos viver.

Espero…
Por ti ;
No embalo da noite
Que me acarinha
As memórias mais antigas
Com alegria e saudade.

Espero…
Por ti;
Num mundo que se constrói
E destrói em cada minuto
E um novo mundo
Nasce do nada
Tal como o amor
Nasce sem se saber
Como começou
E quando vai terminar

Espero ...
Por ti;
Vem amor
Eu te aconchego
Na suavidade das minhas palavras
Na ternura do meu abraço
Vem meu amor
Toca na minha mão
Sente a melodia que nos embala
Enxuga as lágrimas dos meus medos
E cansaço
E vamos viver o tempo
Do tempo vivido
Espero;
Por ti;


Se já não voltar antes da Páscoa espero que todos aproveitem estes dias da melhor maneira.

um abraço

tulipa

03 abril, 2009

saudade...


Ontem, estava aqui a tratar de coisas práticas e vi que estavas online, apenas disse “ Olá, tenho saudades tuas e sinto a tua falta!”depois tive que sair, fui com o teu “morado” à terapia da fala…ainda pude ler depois ligo-te, talvez vá demorar muito…talvez vás esquecer…
Depois no caminho revi imagens meias desbotadas das coisas que vivemos, quando eu comia à pressa para vir falar um pouco contigo, quando desabafámos uma com a outra tantas vezes dizíamos em tom de brincadeira “ isto é em OF” tipo um código entre nós… ( queria dizer que as respectivas não podiam saber …!!)
A vida, a distância foi nos afastando… hoje já não trocamos confidências, ainda não conheço a tua casa nova e aos poucos os telefonemas foram rareando e hoje pouco sabemos uma da outra…
Para mim foi importante ter dito o que sentia, porque tantas vezes calamos sentimentos, afectos e temos dificuldade em dizer às pessoas que elas são importantes para nós…que sentimos a sua falta…ficamos sempre à espera que o outro dê o primeiro passo!
Depois o tempo vai passando e já não temos à vontade…parece já nada fazer sentido!
Acho que nunca aprendi a dizer “adeus” a nada na vida…às pessoas que passaram por ela, mesmo que não tenham entrado por completo, aos lugares que vi e estive, às amizades que ficaram esquecidas algures num recanto do tempo….
Ontem consegui dizer que sentia a tua falta…para mim foi importante…como o era a tua amizade, porque contigo conseguia ser eu sem rodeios…sem medos ou máscaras…
Um abraço, gostava que ligasses …às vezes odeio morar longe de algumas das pessoas que fui conhecendo e construindo amizades.
Sinto saudades e a saudade é algo que dói…

um abraço com saudade tulipa

29 março, 2009

o desalinho do vento...


O vento agita-se
Num gemido
Turbulento
Desalinha
Cada rosto
Cada sorriso .
Ouvimos o seu bater
Indiferentes ao seu pedido
Percorro o teu corpo
Com a suavidade
Desalinhando cada traço
Cada gesto
De desejo.
Nem demos pelo anoitecer
Que caiu ao som do vento…
E nas palavras sussurradas…
Para o vento não as ouvir
E as levar para longe
Perdidas por aí...

tulipa

24 março, 2009

mais uma despedida...da vida.


Queria ficar indiferente mas não consigo, parece que a morte anda a chamar os meus amigos , colegas de juventude…com eles ri , chorei , brinquei , aprendi a crescer , a ser mulher.
Depois do meu cunhado ( ou ex ) pouco importa já tive que lidar por duas vezes com o desaparecimento de dois amigos de juventude, primeiro tu I que vivias sempre no limite, alegre , “ Meia doida” como dizíamos. Procuravas sempre alegria, não tinhas tempo para descansar, parar! A vida era para ser vivida de uma forma intensa…um ataque cardíaco (com pouco mais de 40 anos) atraiçoou-te e fez-te parar, de uma forma definitiva. Até nem é comum segundo os especialistas nas mulheres …mas há sempre as excepções! Tu foste um delas!
Ontem, tu M ,meu companheiro para apanharmos o autocarro para irmos para o liceu, , de algumas conversas, farras, muito habilidoso, um pouco tímido, inteligente de quem se esperava um futuro brilhante…. aos 40 anos decidiste que não querias mais viver…a linha de comboio foi a tua escolha.

Deixas um filho ainda pequeno que certamente e apesar de já não viver contigo a tempo inteiro vai sentir a tua falta!
Apetece-me perguntar quem será o próximo? Éramos um grupo grande , tão cheio de vida, energia…mas ao olhar rosto a rosto...fomos muitos os que falhámos na vida… Se calhar queríamos demais! Quatro já partiram: P, G , I e M....a próxima inicial....uma incógnita da vida!
Estou triste…não quero ver mais ninguém dizer adeus à vida…nem ver mais ninguém partir….
Um abraço triste nesta noite quente.
Tulipa

20 março, 2009

passado...


" É indiscutivel, que o passado é apenas um conjunto de memórias

velhas fotografias dum álbum velho".


in Carlos Anastácio " Faça um Upgrade à sua vida"


Será que sempre somos capazes de aceitar isso? Ou as nossas crenças, ilusões, educação fazem-nos agarrar a um passado...morto?
Ou tentamos agarrar o passado para ter vida no presente ....no futuro?




Um Bom fds

Tulipa

15 março, 2009

Tempo para tudo e para nada...


Hoje o dia esteve de sol, apesar de eu ficar embrenhada no trabalho , nas tarefas caseiras e pouco sentir o seu calor acariciar-me o rosto.

Na vida cada vez mais parecemos não ter tempo para nada...falamos sem olhar a pessoa, fechamos-nos num mundo de tarefas....e ainda há dias aconteceu algo terrivel - Um pai esqueceu-se do filho de 9 meses no carro porque só ia pousar a pasta e...porque o chamaram logo para uma reunião , esqueceu-se do filho no carro e quando foi alertado ...já era tarde, tarde demais!

Uma vida... uma familia destruída.... e isto fez-me pensar que às vezes só os " pés " andam no chão! A cabeça vagueia, perde-se em rotinas e mecanizações.

Tantas vezes já passei por situações em que a dor foi tão forte que se fez " um apagão em mim" .Não sabia como ia ou chegava nem recordo muito do que se passou.

Todos tivemos o nosso tempo para nascer, teremos o nosso tempo para morrer, no intervalo temos tempo para plantar e colher aquilo que plantámos.
Há tempo para sentir saudade, para amar, para esquecer, para viver novos amores…para voltar acreditar.
Há tempo para chorar, rir , lamentar, dançar, beber o café da manhã, desenhar no meu imaginário as linhas do passado e do futuro.

Há tempo para ir saltar as pedras do caminho, de encontrar novas pedras, de as vencer, de as derrubar…
Há tempo para abraçar, para brincar, para rir e brincar, para sonhar e perder…e ganhar.
Há tempo para agarrar o tempo , de o guardar e de o jogar fora…
Há tempo para silenciar sentimentos, tempo para falar, tempo para amar, tempo para sofrer, tempo para ter tempo…mesmo sem tempo.
Há tempo para ter tempo, nós é que por vezes não damos tempo ao tempo …temos sempre tanta pressa para viver a vida…e não sabemos esperar…
Não temos tempo para o tempo… e passamos a vida a dizer não temos tempo...e um dia é tarde demais.

Um abraço e tentem arranjar tempo para aqueles que gostam...porque um dia podem ser eles que já não têm tempo para nós....


tulipa


07 março, 2009

um poema ao acaso...




Palavras e mais palavras…


Palavras ditas e inacabadas…
Sorrisos escondidos no verbo amar
Melodia inacabada de um verbo por conjugar
Um abraço apertado no silêncio do medo
Palavras caladas e silenciadas
Na dor do querer, no medo do ter.
Palavras que não saem, num verbo por inventar
Num verbo que não sei conjugar
Num futuro incerto
Num passado do verbo magoar
Das amizades perdidas
Dos enganos do tempo
Dos amores que não vivi
Dos sonhos que esqueci.
Palavras são palavras
Que não as leva o vento.
Ficam guardadas num sempre.
Palavras são doçuras
Num coração magoado
Palavras ditas na raiva
São flechas que matam
Que fazem sangrar uma
Ferida que não se vê.
Palavras e mais palavras
Palavras que não ouvi, que não disse
Palavras que tenho medo, palavras que receio
Palavras que não escuto, palavras que invento
Palavras conjugadas no passado…
Presente e futuro…
Palavras e mais palavras num mundo
Cada vez mais silencioso de afectos
Em que não há tempo nem para uma palavra.



A poesia é uma paixão escolhi este entre dezenas...centenas que tenho e fui perdendo....

Um abraço especial para todas as mulheres...

Tulipa

01 março, 2009

vida ou sobrevivência...


" Se agarrarmos num esqueleto, lhe vestirmos umas roupas,
lhe pusermos uma cabeleireira e lhe pintarmos os lábios,
isso não significa que esse esqueleto tenha vida."
(Carlos Anastácio)
Quantas vezes pensamos se o que temos é VIDA ou uma luta diária pela SOBREVIVÊNCIA!
Será que têm vida os sem abrigo? Os que sofrem maltratos diários? Os que passam fome? Os que estão agarrados a uma cama de hospital?
Os que vêm cada sonho desfeito... o cume da montanha cada vez mais longe?
Tantas vezes se ouve" Que raio de vida é esta"....
O que será que cada um faz com a sua vida? Vida ou sobrevivência....?
Para reflectir...
um abraço
tulipa

24 fevereiro, 2009

sem destino...


Pegadas são marcas deixadas no tempo
de amor e saudade
vividos e imaginadps
encontros e desencontros
no destino e na distância...
nas ilusões de uma vida
construída e destruída...
palavras ditas numa noite de temporal
Marcas que ficam gravadas na areia
e na memória...
As pernas começam a fraquejar
o cansaço de um caminho com
fracassos e sucessos
De amores e desamores
De sonhos destruídos
Onde me leva esta caminhada?
Nas pegadas da vida...
Num destino construído
e nem sempre vivido.
Nas pegadas da vida...